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O Papel da Experiência Motora no Desenvolvimento Global: As Implicações na Criança com Paralisia Cerebral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A influência da atividade motora e da manipulação na aprendizagem global tem sido suportada pela perspetiva de que o movimento ativo é importante para o desenvolvimento percetivo típico, não podendo ser substituído por movimentos passivos. Por outro lado, considera-se que a atividade psicomotora potencia a internalização do movimento e a relação do corpo com o espaço. Assim, a aprendizagem humana e a conquista de estádios de desenvolvimento surgirá como resultado da experiência motora, posteriormente reforçada na organização cerebral pela experiência reflexiva. No entanto, nem todas as crianças cumprem as etapas de desenvolvimento psicomotor nos períodos típicos. Quando a questão se coloca face a crianças em desvantagem, nomeadamente com necessidades educativas especiais de caráter motor, como é o caso da paralisia cerebral, a tónica pode ganhar expressão particular. As experiências psicomotoras e sociais são, por vezes, barradas por condicionantes que privam as crianças de vivências que ocorrem de forma autónoma e espontânea, tipicamente, resultantes do desenvolvimento global. No presente texto, atravessaremos uma revisão de estudos que trazem evidências no domínio da influência da experiência motora no desenvolvimento e na aprendizagem, nomeadamente do papel da exploração ativa em idades precoces. Esta abordagem e a sua discussão, com ênfase na implicação na aprendizagem e desenvolvimento de crianças com necessidades educativas especiais de caráter motor, com destaque para a  paralisia cerebral, constituem alguns dos tópicos que alicerçam este trabalho.
Autores principais:Martins, Catarina
Assunto:Articles
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Millenium
Descrição
Resumo:A influência da atividade motora e da manipulação na aprendizagem global tem sido suportada pela perspetiva de que o movimento ativo é importante para o desenvolvimento percetivo típico, não podendo ser substituído por movimentos passivos. Por outro lado, considera-se que a atividade psicomotora potencia a internalização do movimento e a relação do corpo com o espaço. Assim, a aprendizagem humana e a conquista de estádios de desenvolvimento surgirá como resultado da experiência motora, posteriormente reforçada na organização cerebral pela experiência reflexiva. No entanto, nem todas as crianças cumprem as etapas de desenvolvimento psicomotor nos períodos típicos. Quando a questão se coloca face a crianças em desvantagem, nomeadamente com necessidades educativas especiais de caráter motor, como é o caso da paralisia cerebral, a tónica pode ganhar expressão particular. As experiências psicomotoras e sociais são, por vezes, barradas por condicionantes que privam as crianças de vivências que ocorrem de forma autónoma e espontânea, tipicamente, resultantes do desenvolvimento global. No presente texto, atravessaremos uma revisão de estudos que trazem evidências no domínio da influência da experiência motora no desenvolvimento e na aprendizagem, nomeadamente do papel da exploração ativa em idades precoces. Esta abordagem e a sua discussão, com ênfase na implicação na aprendizagem e desenvolvimento de crianças com necessidades educativas especiais de caráter motor, com destaque para a  paralisia cerebral, constituem alguns dos tópicos que alicerçam este trabalho.