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O debriefing associado à prática simulada na formação dos enfermeiros parteiros: scoping review

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A formação dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica (EEESMOs) exige preparar profissionais para situações clínicas complexas e emocionalmente exigentes. A simulação clínica com debriefing estruturado é fundamental para desenvolver competências técnicas e não técnicas, autoconfiança e aprendizagem reflexiva. Objetivo: Mapear as evidências sobre o debriefing associado à prática simulada na formação dos EEESMOs, identificando modelos utilizados, competências desenvolvidas, barreiras e facilitadores. Métodos: Seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute e as diretrizes PRISMA-ScR, foram incluídos estudos quantitativos, qualitativos e de métodos mistos, publicados entre 2015 e 2024, em português, inglês ou espanhol, que abordassem o debriefing associado à prática simulada na formação em saúde materna e obstétrica. A pesquisa foi realizada em maio de 2025 em bases de dados eletrónicas e literatura cinzenta. Os critérios de inclusão consideraram estudos com estudantes ou profissionais de Enfermagem em contextos de simulação clínica com debriefing estruturado. Resultados: Foram incluídos 11 estudos, provenientes dos Estados Unidos da América, Brasil, Nova Zelândia, Irlanda, Inglaterra, África do Sul e Austrália. Predominaram estudos quantitativos, seguidos de estudos qualitativos e mistos, recorrendo maioritariamente a simulação de alta fidelidade e a modelos estruturados de debriefing, como Advocacy-Inquiry e Diamond Debriefing. Observou-se melhoria significativa em competências técnicas para emergências obstétricas e competências não técnicas, como comunicação, pensamento crítico, tomada de decisão e regulação emocional. Os participantes relataram maior autoconfiança e preparação clínica. As barreiras incluíram recursos limitados e insuficiente formação de facilitadores; facilitadores experientes e modelos estruturados foram fatores facilitadores. Conclusão: O debriefing estruturado associado à prática simulada promove competências essenciais nos EEESMOs, apoiando cuidados na área da Saúde Materna e Obstétrica mais seguros. Abordagens inovadoras de simulação têm vindo a ser exploradas como complemento às metodologias tradicionais, sendo necessários mais estudos que avaliem o seu impacto a longo prazo e comparem diferentes modelos de debriefing.
Autores principais:Quintão, Joana
Outros Autores:Néné, Manuela
Assunto:Life and Healthcare Sciences
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Millenium
Descrição
Resumo:Introdução: A formação dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica (EEESMOs) exige preparar profissionais para situações clínicas complexas e emocionalmente exigentes. A simulação clínica com debriefing estruturado é fundamental para desenvolver competências técnicas e não técnicas, autoconfiança e aprendizagem reflexiva. Objetivo: Mapear as evidências sobre o debriefing associado à prática simulada na formação dos EEESMOs, identificando modelos utilizados, competências desenvolvidas, barreiras e facilitadores. Métodos: Seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute e as diretrizes PRISMA-ScR, foram incluídos estudos quantitativos, qualitativos e de métodos mistos, publicados entre 2015 e 2024, em português, inglês ou espanhol, que abordassem o debriefing associado à prática simulada na formação em saúde materna e obstétrica. A pesquisa foi realizada em maio de 2025 em bases de dados eletrónicas e literatura cinzenta. Os critérios de inclusão consideraram estudos com estudantes ou profissionais de Enfermagem em contextos de simulação clínica com debriefing estruturado. Resultados: Foram incluídos 11 estudos, provenientes dos Estados Unidos da América, Brasil, Nova Zelândia, Irlanda, Inglaterra, África do Sul e Austrália. Predominaram estudos quantitativos, seguidos de estudos qualitativos e mistos, recorrendo maioritariamente a simulação de alta fidelidade e a modelos estruturados de debriefing, como Advocacy-Inquiry e Diamond Debriefing. Observou-se melhoria significativa em competências técnicas para emergências obstétricas e competências não técnicas, como comunicação, pensamento crítico, tomada de decisão e regulação emocional. Os participantes relataram maior autoconfiança e preparação clínica. As barreiras incluíram recursos limitados e insuficiente formação de facilitadores; facilitadores experientes e modelos estruturados foram fatores facilitadores. Conclusão: O debriefing estruturado associado à prática simulada promove competências essenciais nos EEESMOs, apoiando cuidados na área da Saúde Materna e Obstétrica mais seguros. Abordagens inovadoras de simulação têm vindo a ser exploradas como complemento às metodologias tradicionais, sendo necessários mais estudos que avaliem o seu impacto a longo prazo e comparem diferentes modelos de debriefing.