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Propriedades Biomecânicas e Pressão Intraocular a Longo Prazo em Doentes com Queratocone Submetidos a Queratoplastia Penetrante e Queratoplastia Lamelar Anterior Profunda

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Detalhes bibliográficos
Resumo:INTRODUÇÃO: O nosso objectivo foi comparar as propriedades biomecânicas e a pressão intraocular a longo prazo entre olhos tratados com queratoplastia penetrante (PKP) e queratoplas- tia lamelar anterior profunda (DALK) em doentes com queratocone e doentes saudáveis. MÉTODOS: Estudo retrospetivo observacional caso-controlo com avaliação biomecânica da córnea por imagem de Scheimpflug de alta velocidade durante tonometria de não contacto (Corvis ST, OCULUS®). A pressão intraocular (PIO) foi avaliada com: tonómetro de aplanação de Goldmann; tonómetro de não contacto, corrigido biomecanicamente pelo Corvis ST e corrigido pelo Pentacam (correção de Ehlers, Shah, Dresden e Spoerl). RESULTADOS: O estudo incluiu 104 olhos: 18 olhos tratados com PKP, 34 olhos tratados com DALK e 52 olhos saudáveis. A média de idade na avaliação biomecânica foi semelhante entre olhos tratados e olhos saudáveis (p = 0,980). O tempo médio de acompanhamento foi semelhante entre os olhos tratados com PKP e DALK (p = 0,273). Olhos tratados com PKP e DALK mostraram um comportamento significativamente menos rígido nos parâmetros corneanos biomecânicos de 1a (19/28 e 21/28, respetivamente) e 2a (8/11 e 9/11, respetivamente) geração em comparação com o grupo de controlo. Não houve diferença nos parâmetros biomecânicos da córnea de 1a e 2a geração entre os olhos tratados com PKP e DALK e entre as técnicas de “big bubble” e “dissecção manual” no grupo DALK. Quando analisada a PIO pós-operatória medida por métodos diferentes, os va- lores médios foram semelhantes entre os olhos tratados com PKP e DALK. CONCLUSÃO: Nenhuma das duas técnicas de queratoplastia conseguiu a restauração com- pleta da biomecânica da córnea. Ao comparar diretamente os olhos tratados com PKP e DALK, não houve diferenças significativas no comportamento biomecânico. As médias das PIOs pós-operatórias medidas por métodos diferentes foram semelhantes entre os olhos tratados com PKP e DALK.
Autores principais:Marta, Ana
Outros Autores:Castro, Catarina; Baptista, Pedro Manuel; Gonçalves, Nadine; Mesquita Neves, Miguel; Gomes, Miguel; Oliveira, Luís
Assunto:Artigos Originais
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Idioma:português
Origem:Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: O nosso objectivo foi comparar as propriedades biomecânicas e a pressão intraocular a longo prazo entre olhos tratados com queratoplastia penetrante (PKP) e queratoplas- tia lamelar anterior profunda (DALK) em doentes com queratocone e doentes saudáveis. MÉTODOS: Estudo retrospetivo observacional caso-controlo com avaliação biomecânica da córnea por imagem de Scheimpflug de alta velocidade durante tonometria de não contacto (Corvis ST, OCULUS®). A pressão intraocular (PIO) foi avaliada com: tonómetro de aplanação de Goldmann; tonómetro de não contacto, corrigido biomecanicamente pelo Corvis ST e corrigido pelo Pentacam (correção de Ehlers, Shah, Dresden e Spoerl). RESULTADOS: O estudo incluiu 104 olhos: 18 olhos tratados com PKP, 34 olhos tratados com DALK e 52 olhos saudáveis. A média de idade na avaliação biomecânica foi semelhante entre olhos tratados e olhos saudáveis (p = 0,980). O tempo médio de acompanhamento foi semelhante entre os olhos tratados com PKP e DALK (p = 0,273). Olhos tratados com PKP e DALK mostraram um comportamento significativamente menos rígido nos parâmetros corneanos biomecânicos de 1a (19/28 e 21/28, respetivamente) e 2a (8/11 e 9/11, respetivamente) geração em comparação com o grupo de controlo. Não houve diferença nos parâmetros biomecânicos da córnea de 1a e 2a geração entre os olhos tratados com PKP e DALK e entre as técnicas de “big bubble” e “dissecção manual” no grupo DALK. Quando analisada a PIO pós-operatória medida por métodos diferentes, os va- lores médios foram semelhantes entre os olhos tratados com PKP e DALK. CONCLUSÃO: Nenhuma das duas técnicas de queratoplastia conseguiu a restauração com- pleta da biomecânica da córnea. Ao comparar diretamente os olhos tratados com PKP e DALK, não houve diferenças significativas no comportamento biomecânico. As médias das PIOs pós-operatórias medidas por métodos diferentes foram semelhantes entre os olhos tratados com PKP e DALK.