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BRAQUITERAPIA EPISCLERAL NO TRATAMENTO DO MELANOMA DA ÚVEA – A NOSSA EXPERIÊNCIA

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO INTRODUÇÃO: O objectivo deste trabalho é avaliar a resposta à terapêutica de doentes com o diagnóstico de MU submetidos a BTE, desde o início do programa de tratamento no CHUC em Novembro de 2013. MATERIAL E MÉTODOS: Série prospectiva de doentes tratados entre Novembro de 2013 e Julho de 2015 e com pelo menos 2 meses de follow-up. A avaliação pré e pós tratamento foi realizada com recurso a ecografia ocular. Foram avaliadas complicações agudas e tardias da terapêutica. O tempo decorrido até aparecimento de complicações foi estimado pelo método de Kaplan-Meier. RESULTADOS: Foram submetidos a BTE 22 olhos de 22 doentes, com mediana de idade de 62 anos. O diâmetro e espessura iniciais medianos foram, respectivamente, 11,87 mm (5,92-16,57 mm) e 6,10 mm (2,60-12,67 mm). Nenhum doente apresentava metastização à distância à data do diagnóstico. O tratamento teve uma duração mediana de 118,1 h. Verificou-se  diminuição significativa da espessura (1,13 mm, p=0,001) e do diâmetro (2,47 mm, p=0,001). Não ocorreu metastização nem necessidade de enucleação em nenhum dos doentes. A acuidade visual (AV) diminuiu de forma significativa após tratamento (p=0,001). Trinta e seis por cento dos doentes desenvolveram retinopatia da radiação (RR), com um intervalo de tempo mediano de 13 meses desde o tratamento. CONCLUSÕES: A BTE permite preservação dos olhos e não apresenta complicações agudas significativas. Apesar do curto seguimento, verificamos uma redução significativa das dimensões do tumor. A taxa de complicações tardias, nomeadamente RR é sobreponível à da literatura.
Autores principais:Fonseca, Cristina
Assunto:Artigos Originais
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Idioma:português
Origem:Revista Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
Descrição
Resumo:RESUMO INTRODUÇÃO: O objectivo deste trabalho é avaliar a resposta à terapêutica de doentes com o diagnóstico de MU submetidos a BTE, desde o início do programa de tratamento no CHUC em Novembro de 2013. MATERIAL E MÉTODOS: Série prospectiva de doentes tratados entre Novembro de 2013 e Julho de 2015 e com pelo menos 2 meses de follow-up. A avaliação pré e pós tratamento foi realizada com recurso a ecografia ocular. Foram avaliadas complicações agudas e tardias da terapêutica. O tempo decorrido até aparecimento de complicações foi estimado pelo método de Kaplan-Meier. RESULTADOS: Foram submetidos a BTE 22 olhos de 22 doentes, com mediana de idade de 62 anos. O diâmetro e espessura iniciais medianos foram, respectivamente, 11,87 mm (5,92-16,57 mm) e 6,10 mm (2,60-12,67 mm). Nenhum doente apresentava metastização à distância à data do diagnóstico. O tratamento teve uma duração mediana de 118,1 h. Verificou-se  diminuição significativa da espessura (1,13 mm, p=0,001) e do diâmetro (2,47 mm, p=0,001). Não ocorreu metastização nem necessidade de enucleação em nenhum dos doentes. A acuidade visual (AV) diminuiu de forma significativa após tratamento (p=0,001). Trinta e seis por cento dos doentes desenvolveram retinopatia da radiação (RR), com um intervalo de tempo mediano de 13 meses desde o tratamento. CONCLUSÕES: A BTE permite preservação dos olhos e não apresenta complicações agudas significativas. Apesar do curto seguimento, verificamos uma redução significativa das dimensões do tumor. A taxa de complicações tardias, nomeadamente RR é sobreponível à da literatura.