Publicação
'Por quem os Sinos Dobram': costumes de enterramentos de brancos e negros entre o Brasil e Angola. Séculos XVIII e XIX
| Resumo: | Esse artigo busca aproximar realidades vividas entre principalmente duas conquistas portuguesas: o Recife, em Pernambuco, e Luanda, em Angola. O tema central são os rituais de enterramento realizados nesses locais e lidos através da documentação da Irmandade dos Homens Pretos da Vila do Recife, confrontada a uma aquarela de Debret, que representa o enterramento de uma negra, no Rio de Janeiro, Brasil. Utilizaremos mais de uma fonte primária; sendo estas um bando da região de Luanda, proclamado no governo de Francisco de Souza Coutinho e a crônica de Elias Alexandre, intitulada "História de Angola". A junção dessa documentação e a construção da narrativa procuram demonstrar como se mesclaram as culturas em contato em ambas as margens do Atlântico. O cotidiano da época em tela, verificado por meio das fontes, demonstra a não existência de uma dominação cultural completa do conquistador. A investigação sinaliza que os contatos havidos apontam que houve uma forte colonização às avessas, acontecida quando rituais do cristianismo católico foram ressignificados e reformulados pelos habitantes dos novos mundos, estes, criados, pela presença ibérica e, muito mais fortemente pela influência portuguesa nos lugares tratados por nossa investigação. A partir dessas considerações iniciamos nossa narrativa argumentativa. |
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| Autores principais: | de Almeida, Suely Creusa Cordeiro |
| Outros Autores: | Florêncio, raquel Cristiane Muniz |
| Assunto: | Articles |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho & Universidade de Évora |
| Idioma: | português |
| Origem: | Perspectivas journal of political science |
| Resumo: | Esse artigo busca aproximar realidades vividas entre principalmente duas conquistas portuguesas: o Recife, em Pernambuco, e Luanda, em Angola. O tema central são os rituais de enterramento realizados nesses locais e lidos através da documentação da Irmandade dos Homens Pretos da Vila do Recife, confrontada a uma aquarela de Debret, que representa o enterramento de uma negra, no Rio de Janeiro, Brasil. Utilizaremos mais de uma fonte primária; sendo estas um bando da região de Luanda, proclamado no governo de Francisco de Souza Coutinho e a crônica de Elias Alexandre, intitulada "História de Angola". A junção dessa documentação e a construção da narrativa procuram demonstrar como se mesclaram as culturas em contato em ambas as margens do Atlântico. O cotidiano da época em tela, verificado por meio das fontes, demonstra a não existência de uma dominação cultural completa do conquistador. A investigação sinaliza que os contatos havidos apontam que houve uma forte colonização às avessas, acontecida quando rituais do cristianismo católico foram ressignificados e reformulados pelos habitantes dos novos mundos, estes, criados, pela presença ibérica e, muito mais fortemente pela influência portuguesa nos lugares tratados por nossa investigação. A partir dessas considerações iniciamos nossa narrativa argumentativa. |
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