Publicação
Atividade antioxidante de extratos da alga Undaria pinnatifida (Wakame)
| Resumo: | Introdução: O consumo de algas marinhas aumentou nos últimos anos, sendo consideradas importantes fontes alimentares. As algas possuem compostos bioativos, incluindo polissacáridos sulfatados (fucoidano), polifenóis (florotaninos), e pigmentos naturais (fucoxantina). Um exemplo de alga castanha cultivada é a Undaria pinnatifida, conhecida como “Wakame” no Japão, e considerada uma das piores espécies invasoras do mundo. As algas castanhas apresentam forte atividade antioxidante comparadas com outras algas [1,2,3]. Assim, face à procura constante de novos agentes antioxidantes naturais, torna-se crucial a pesquisa desta atividade em produtos naturais, como as algas. Objetivo: Avaliar a atividade antioxidante in vitro da alga U. pinnatifida recorrendo a diferentes técnicas extrativas e solventes. Métodos: Estudo experimental com avaliação da atividade antioxidante in vitro de extratos de U. pinnatifida, recorrendo ao ensaio de quelação do ferro, ensaio do peróxido de hidrogénio e ensaio do 2,2´-azinobis (3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfónico) (ABTS). Determinou-se ainda o teor total de compostos fenólicos (TPC). Foram estudados quatro extratos: extratos aquosos 1 e 2 (maceração 30 min ou 24h à temperatura ambiente, com agitação, respetivamente); extrato aquoso 3 (100ºC, com refluxo, por 3h); extrato etanólico 4 (maceração 72h, com agitação). Resultados: O extrato com melhores valores de TPC (extrato 4 - 29,4 ± 0,0 mgGAE/g) também apresentou os melhores resultados nos ensaios de quelação do ferro (extrato 3 - IC50 = 66,7 ± 2,4 µg/ml; extrato 4 - IC50 = 427,9 ± 75,8 µg/ml) e do peróxido de hidrogénio (extrato 3 - IC50 = 22,0 ± 1,7 µg/ml; extrato 4- IC50 = 4,8 ± 0,2 µg/ml), juntamente com o extrato 3. Conclusões: Os resultados apresentados sugerem um potencial antioxidante, em particular no extrato etanólico e com água (3h, 100ºC, refluxo). Os compostos fenólicos poderão estar relacionados com a atividade da alga, porém, os polissacáridos constituem também importantes compostos antioxidantes, podendo contribuir igualmente para esta ação. |
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| Autores principais: | Cruz, Beatriz |
| Outros Autores: | Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia |
| Assunto: | Undaria pinnatifida Wakame atividade antioxidante |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health |
| Resumo: | Introdução: O consumo de algas marinhas aumentou nos últimos anos, sendo consideradas importantes fontes alimentares. As algas possuem compostos bioativos, incluindo polissacáridos sulfatados (fucoidano), polifenóis (florotaninos), e pigmentos naturais (fucoxantina). Um exemplo de alga castanha cultivada é a Undaria pinnatifida, conhecida como “Wakame” no Japão, e considerada uma das piores espécies invasoras do mundo. As algas castanhas apresentam forte atividade antioxidante comparadas com outras algas [1,2,3]. Assim, face à procura constante de novos agentes antioxidantes naturais, torna-se crucial a pesquisa desta atividade em produtos naturais, como as algas. Objetivo: Avaliar a atividade antioxidante in vitro da alga U. pinnatifida recorrendo a diferentes técnicas extrativas e solventes. Métodos: Estudo experimental com avaliação da atividade antioxidante in vitro de extratos de U. pinnatifida, recorrendo ao ensaio de quelação do ferro, ensaio do peróxido de hidrogénio e ensaio do 2,2´-azinobis (3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfónico) (ABTS). Determinou-se ainda o teor total de compostos fenólicos (TPC). Foram estudados quatro extratos: extratos aquosos 1 e 2 (maceração 30 min ou 24h à temperatura ambiente, com agitação, respetivamente); extrato aquoso 3 (100ºC, com refluxo, por 3h); extrato etanólico 4 (maceração 72h, com agitação). Resultados: O extrato com melhores valores de TPC (extrato 4 - 29,4 ± 0,0 mgGAE/g) também apresentou os melhores resultados nos ensaios de quelação do ferro (extrato 3 - IC50 = 66,7 ± 2,4 µg/ml; extrato 4 - IC50 = 427,9 ± 75,8 µg/ml) e do peróxido de hidrogénio (extrato 3 - IC50 = 22,0 ± 1,7 µg/ml; extrato 4- IC50 = 4,8 ± 0,2 µg/ml), juntamente com o extrato 3. Conclusões: Os resultados apresentados sugerem um potencial antioxidante, em particular no extrato etanólico e com água (3h, 100ºC, refluxo). Os compostos fenólicos poderão estar relacionados com a atividade da alga, porém, os polissacáridos constituem também importantes compostos antioxidantes, podendo contribuir igualmente para esta ação. |
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