Publicação
Identificação de substâncias estranhas em plantas medicinais secas comercializadas de Melissa officinalis L. e Mentha × piperita L.
| Resumo: | Enquadramento: O uso de plantas aromáticas e medicinais (PAM) tem vindo a aumentar, por estarem associadas a propriedades terapêuticas e serem consideradas mais seguras que a medicina convencional [1]. Assim, surge a necessidade de garantir a qualidade das PAM comercializadas, através da identificação dos fármacos, da sua pureza e atividade terapêutica, para assegurar a segurança do consumidor [2,3]. A determinação das substâncias estranhas é um ensaio quantitativo, estando os limites para muitas PAM estabelecidos na Farmacopeia [4]. A Food and Drug Administration define substâncias estranhas como qualquer corpo estranho em um produto associado a condições/práticas impróprias na produção, armazenamento, distribuição [5]. Também inclui partes sem valor do material vegetal bruto, como caules. Objetivo: Determinar a percentagem de substâncias estranhas presentes em amostras comerciais secas de erva-cidreira (Melissa officinalis) e hortelã-pimenta (Mentha piperita). Métodos: Trabalho experimental com a aquisição de 5 amostras diferentes das plantas em estudo e, pesagem da quantidade de 20 g e 10 g de amostra para erva-cidreira e hortelã-pimenta, respetivamente. Nas plantas em estudo utilizam-se em terapêutica as folhas, como tal, identificou-se e pesou-se os elementos estranhos (caules), na quantidade de amostra pesada anteriormente, para cálculo da percentagem. Resultados: Para a erva-cidreira obtiveram-se valores de percentagem de elementos estranhos entre 5,2±0,3% (amostra 1) e 23,5±1,8% (amostra 4); e para a hortelã-pimenta valores entre 2,0±0,3% (amostra 2) e 59,5±1,5% (amostra 4). Na erva-cidreira apenas a amostra 1 e 5 permaneceram com valores dentro dos estipulados na Farmacopeia Portuguesa (valores máximos de 10%), e no caso da hortelã-pimenta apenas as amostras 2 e 5 (valores máximos de 5%) [4]. Resultados semelhantes têm sido encontrados com outras espécies [6]. Conclusões: Apesar da presença de substâncias estranhas e outros contaminantes nas PAM, estes poderão ser reduzidas com a utilização de boas práticas na cadeia de produção, armazenamento e distribuição dos produtos. |
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| Autores principais: | Ascensão, Ana |
| Outros Autores: | Emílio, Catarina; Santos, Matilde; Barros, Helena; Silva, Mariana; Ribas, Marta; Gomes, Nuno; Santos, Diana; Pereira, Maria João; Pinho, Cláudia |
| Assunto: | Melissa officinalis Mentha x piperita Substâncias estranhas Farmacopeia |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health |
| Resumo: | Enquadramento: O uso de plantas aromáticas e medicinais (PAM) tem vindo a aumentar, por estarem associadas a propriedades terapêuticas e serem consideradas mais seguras que a medicina convencional [1]. Assim, surge a necessidade de garantir a qualidade das PAM comercializadas, através da identificação dos fármacos, da sua pureza e atividade terapêutica, para assegurar a segurança do consumidor [2,3]. A determinação das substâncias estranhas é um ensaio quantitativo, estando os limites para muitas PAM estabelecidos na Farmacopeia [4]. A Food and Drug Administration define substâncias estranhas como qualquer corpo estranho em um produto associado a condições/práticas impróprias na produção, armazenamento, distribuição [5]. Também inclui partes sem valor do material vegetal bruto, como caules. Objetivo: Determinar a percentagem de substâncias estranhas presentes em amostras comerciais secas de erva-cidreira (Melissa officinalis) e hortelã-pimenta (Mentha piperita). Métodos: Trabalho experimental com a aquisição de 5 amostras diferentes das plantas em estudo e, pesagem da quantidade de 20 g e 10 g de amostra para erva-cidreira e hortelã-pimenta, respetivamente. Nas plantas em estudo utilizam-se em terapêutica as folhas, como tal, identificou-se e pesou-se os elementos estranhos (caules), na quantidade de amostra pesada anteriormente, para cálculo da percentagem. Resultados: Para a erva-cidreira obtiveram-se valores de percentagem de elementos estranhos entre 5,2±0,3% (amostra 1) e 23,5±1,8% (amostra 4); e para a hortelã-pimenta valores entre 2,0±0,3% (amostra 2) e 59,5±1,5% (amostra 4). Na erva-cidreira apenas a amostra 1 e 5 permaneceram com valores dentro dos estipulados na Farmacopeia Portuguesa (valores máximos de 10%), e no caso da hortelã-pimenta apenas as amostras 2 e 5 (valores máximos de 5%) [4]. Resultados semelhantes têm sido encontrados com outras espécies [6]. Conclusões: Apesar da presença de substâncias estranhas e outros contaminantes nas PAM, estes poderão ser reduzidas com a utilização de boas práticas na cadeia de produção, armazenamento e distribuição dos produtos. |
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