Publicação
Irradiação Parcial da Mama (PBI): Respiração Livre (FB) versus Apneia Inspiratória Forçada (DIBH)
| Resumo: | Enquadramento: O ultra hipofracionamento na radioterapia adjuvante do carcinoma da mama tem demonstrado eficácia equivalente ao regime convencional [1]. A Irradiação Parcial da Mama (PBI) com 3D Conformal Radiation Therapy (3DCRT) é uma opção eficaz para tumores de baixo risco [2]. A técnica de apneia inspiratória forçada (DIBH) ajuda a reduzir a dose recebida pelos órgãos de risco (OAR) [3,4]. Objetivo: Avaliar a eficácia na PBI com ultra hipofracionamento utilizando a técnica 3DCRT, comparando protocolos com e sem DIBH. Métodos: Neste estudo retrospetivo, foram incluídas doentes com carcinoma da mama, tratadas em inspiração forçada, com uma dose de 26Gy em 5 sessões, no serviço de Radioterapia da ULS São João, entre janeiro/2022 e setembro/2024. Foram realizadas duas tomografias computadorizadas em DIBH e em FB. Executados, para ambos os protocolos, planos de tratamento com 3DCRT e feita a análise dosimétrica de parâmetros como cobertura do Planning Target Volume (PTV) e doses aos OAR (coração e pulmão ipsilateral), com descrição de mediana e amplitude interquartil (AIQ); a=0,05. Resultados: Foram incluídas 29 mulheres (15 com neoplasia à esquerda e 14 à direita), com idade média de 62,9±9,77 anos. Observada redução significativa com DIBH vs. RL do V5 (mediana (AIQ): 0 (2,3) vs. 1,8 (10,4), p=0,003) e V25 (mediana (AIQ): 0 (0) vs. 0 (0,4), p=0,012) cardíacos. Na análise por lateralidade, observa-se manutenção de diferenças para neoplasias à esquerda (V5: 0,8 (5,7) vs. 7,4 (10,6), p=0,023; V25: 0 (0) vs 0 (0,9), p=0,018), mas não à direita. Conclusões: Apesar das diferenças significativas no coração entre os protocolos, os constrangimentos de dose foram cumpridos. Deste modo, a irradiação parcial da mama em FB parece oferecer uma proteção suficiente para evitar efeitos adversos a longo prazo. A PBI sem DIBH parece ser uma opção segura e eficaz, com a vantagem de ser mais rápida e menos complexa, mantendo a eficácia do controle tumoral e a segurança no perfil de doses. |
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| Autores principais: | Varzim , Patrícia |
| Outros Autores: | Meireles , Pedro; Casalta , João; Saraiva , Daniela; Peixoto, Patrícia; Fonseca , Filipa; Branco, Daniela; Alves , Diana; Costa , Fernando; Monteiro, Armanda; Osório , Lígia |
| Assunto: | Apneia Inspiratória Forçada Irradiação Parcial da Mama Respiração Livre Ultra Hipofracionamento |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health |
| Resumo: | Enquadramento: O ultra hipofracionamento na radioterapia adjuvante do carcinoma da mama tem demonstrado eficácia equivalente ao regime convencional [1]. A Irradiação Parcial da Mama (PBI) com 3D Conformal Radiation Therapy (3DCRT) é uma opção eficaz para tumores de baixo risco [2]. A técnica de apneia inspiratória forçada (DIBH) ajuda a reduzir a dose recebida pelos órgãos de risco (OAR) [3,4]. Objetivo: Avaliar a eficácia na PBI com ultra hipofracionamento utilizando a técnica 3DCRT, comparando protocolos com e sem DIBH. Métodos: Neste estudo retrospetivo, foram incluídas doentes com carcinoma da mama, tratadas em inspiração forçada, com uma dose de 26Gy em 5 sessões, no serviço de Radioterapia da ULS São João, entre janeiro/2022 e setembro/2024. Foram realizadas duas tomografias computadorizadas em DIBH e em FB. Executados, para ambos os protocolos, planos de tratamento com 3DCRT e feita a análise dosimétrica de parâmetros como cobertura do Planning Target Volume (PTV) e doses aos OAR (coração e pulmão ipsilateral), com descrição de mediana e amplitude interquartil (AIQ); a=0,05. Resultados: Foram incluídas 29 mulheres (15 com neoplasia à esquerda e 14 à direita), com idade média de 62,9±9,77 anos. Observada redução significativa com DIBH vs. RL do V5 (mediana (AIQ): 0 (2,3) vs. 1,8 (10,4), p=0,003) e V25 (mediana (AIQ): 0 (0) vs. 0 (0,4), p=0,012) cardíacos. Na análise por lateralidade, observa-se manutenção de diferenças para neoplasias à esquerda (V5: 0,8 (5,7) vs. 7,4 (10,6), p=0,023; V25: 0 (0) vs 0 (0,9), p=0,018), mas não à direita. Conclusões: Apesar das diferenças significativas no coração entre os protocolos, os constrangimentos de dose foram cumpridos. Deste modo, a irradiação parcial da mama em FB parece oferecer uma proteção suficiente para evitar efeitos adversos a longo prazo. A PBI sem DIBH parece ser uma opção segura e eficaz, com a vantagem de ser mais rápida e menos complexa, mantendo a eficácia do controle tumoral e a segurança no perfil de doses. |
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