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Determinação do fator de proteção solar de extratos vegetais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: O uso de protetores solares é considerado crucial, uma vez que a exposição solar desprotegida está associada a cerca de 80-90% dos casos de cancro de pele. Assim, os protetores solares têm como função proteger a pele da radiação ultravioleta A (UVA) e/ou ultravioleta B (UVB) podendo ser quantificados quanto à sua capacidade fotoprotetora, através da determinação do seu Fator de Proteção Solar (FPS) [1,2]. Quanto maior for o FPS do protetor solar, maior será a fotoproteção conferida pelo mesmo. As plantas podem possuir atividade fotoprotetora devido ao seu potencial antioxidante [3]. Objetivo: Aferir o FPS e a capacidade de absorção de radiação ultravioleta (UV) de extratos, aquosos e metanólicos, de cinco plantas (Cirsium vulgare, Lythrum salicaria, Taraxacum hispanicum, Moringa oleifera e Euphorbia paralias) e uma alga  (Undaria pinnatifida). Métodos: Foram preparadas soluções a partir de extratos vegetais liofilizados e de um protetor solar comercial e foram determinados o FPS e a capacidade de absorção UV de cada amostra por espetrofotometria [4-7]. O FPS de cada extrato foi calculado de acordo com a fórmula estabelecida por Mansur et al (1986) [4]. Resultados: O extrato metanólico de E. paralias foi o extrato que apresentou o valor mais elevado de FPS (6,00 ± 0,14). Os extratos aquosos de U. pinnatifida apresentaram os valores de FPS mais baixos (0,31 ± 0,03 e 0,08 ± 0,02). Os extratos que apresentaram melhores resultados quanto à capacidade de absorção UV foram os extratos de L. salicaria e o extrato metanólico de E. paralias. Conclusões: O extrato metanólico de E. paralias e os extratos de L. salicaria L. foram aqueles que obtiveram melhores resultados quanto ao FPS e para a capacidade de absorção UV, podendo assim ser alvos de estudos mais detalhados quanto ao seu potencial enquanto fotoprotetor.
Autores principais:Gomes, Nuno
Outros Autores:Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel
Assunto:fator de proteção solar capacidade de absorção ultravioleta fotoproteção extratos vegetais
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health
Descrição
Resumo:Enquadramento: O uso de protetores solares é considerado crucial, uma vez que a exposição solar desprotegida está associada a cerca de 80-90% dos casos de cancro de pele. Assim, os protetores solares têm como função proteger a pele da radiação ultravioleta A (UVA) e/ou ultravioleta B (UVB) podendo ser quantificados quanto à sua capacidade fotoprotetora, através da determinação do seu Fator de Proteção Solar (FPS) [1,2]. Quanto maior for o FPS do protetor solar, maior será a fotoproteção conferida pelo mesmo. As plantas podem possuir atividade fotoprotetora devido ao seu potencial antioxidante [3]. Objetivo: Aferir o FPS e a capacidade de absorção de radiação ultravioleta (UV) de extratos, aquosos e metanólicos, de cinco plantas (Cirsium vulgare, Lythrum salicaria, Taraxacum hispanicum, Moringa oleifera e Euphorbia paralias) e uma alga  (Undaria pinnatifida). Métodos: Foram preparadas soluções a partir de extratos vegetais liofilizados e de um protetor solar comercial e foram determinados o FPS e a capacidade de absorção UV de cada amostra por espetrofotometria [4-7]. O FPS de cada extrato foi calculado de acordo com a fórmula estabelecida por Mansur et al (1986) [4]. Resultados: O extrato metanólico de E. paralias foi o extrato que apresentou o valor mais elevado de FPS (6,00 ± 0,14). Os extratos aquosos de U. pinnatifida apresentaram os valores de FPS mais baixos (0,31 ± 0,03 e 0,08 ± 0,02). Os extratos que apresentaram melhores resultados quanto à capacidade de absorção UV foram os extratos de L. salicaria e o extrato metanólico de E. paralias. Conclusões: O extrato metanólico de E. paralias e os extratos de L. salicaria L. foram aqueles que obtiveram melhores resultados quanto ao FPS e para a capacidade de absorção UV, podendo assim ser alvos de estudos mais detalhados quanto ao seu potencial enquanto fotoprotetor.