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Também se escreve com palavrinhas : o idioleto de Mia Couto nas suas obras de receção infanto-juvenil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tomando as obras de Mia Couto de receção infanto-juvenil – Mar me quer, O Gato e o Escuro, A Chuva Pasmada e O Beijo da Palavrinha – com elas constituímos um corpus de investigação, no intuito de verificar se o idioleto que caracteriza este contemporâneo autor moçambicano, presente que está na sua obra canónica, transparece, igualmente, nestes quatro títulos. Para o efeito – suportados por uma revisão bibliográfica que pretendemos ser tão vasta quanto específica e uma entrevista ao autor que se revela um precioso contributo – apresentamos um levantamento, o mais exaustivo possível, a partir da sua obra canónica, das características fundamentais da escrita miacoutiana. Este levantamento é ponto de partida para igual pesquisa em cada um dos livros citados, utilizando a mesma metodologia, no sentido de identificar similitudes e diferenças. Porque este corpus é constituído por obras que se inscrevem no âmbito da Literatura Infanto-Juvenil, qual estrada de ladrilhos amarelos, iniciamos o percurso a caminho de Oz enquadrando aquela no panorama literário atual, no lugar de pleno direito que ocupa e ressaltando o seu papel de relevo, com as suas especificidades: a sua dimensão comunicativa e a sua mensagem; os recetores – mais corretamente, cocriadores – crianças e adultos; e emissores: afinal, escrevem ou não a pensar nos que os leem? E é neste contexto de investigação e reflexão que igualmente apresentamos as obras do nosso corpus, numa análise de conteúdo na dimensão que temos por necessária para permitir “conhecer aquilo que está por trás das palavras” (Bardin, 2009: 45), essas que Mia Couto, inovadoramente, recria e utiliza numa língua portuguesa muito própria, cheia de confluências, seja qual for o texto literário. Para que, no final, chegando à foz da sua escrita, percebamos que, Mia Couto, também se escreve com Palavrinhas.
Autores principais:Rajão, Ana Luísa Pleno
Assunto:Mia Couto, pseud. Literatura juvenil Literatura moçambicana Receção Idiolect Literature children‟s and youth Literary reception
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Tomando as obras de Mia Couto de receção infanto-juvenil – Mar me quer, O Gato e o Escuro, A Chuva Pasmada e O Beijo da Palavrinha – com elas constituímos um corpus de investigação, no intuito de verificar se o idioleto que caracteriza este contemporâneo autor moçambicano, presente que está na sua obra canónica, transparece, igualmente, nestes quatro títulos. Para o efeito – suportados por uma revisão bibliográfica que pretendemos ser tão vasta quanto específica e uma entrevista ao autor que se revela um precioso contributo – apresentamos um levantamento, o mais exaustivo possível, a partir da sua obra canónica, das características fundamentais da escrita miacoutiana. Este levantamento é ponto de partida para igual pesquisa em cada um dos livros citados, utilizando a mesma metodologia, no sentido de identificar similitudes e diferenças. Porque este corpus é constituído por obras que se inscrevem no âmbito da Literatura Infanto-Juvenil, qual estrada de ladrilhos amarelos, iniciamos o percurso a caminho de Oz enquadrando aquela no panorama literário atual, no lugar de pleno direito que ocupa e ressaltando o seu papel de relevo, com as suas especificidades: a sua dimensão comunicativa e a sua mensagem; os recetores – mais corretamente, cocriadores – crianças e adultos; e emissores: afinal, escrevem ou não a pensar nos que os leem? E é neste contexto de investigação e reflexão que igualmente apresentamos as obras do nosso corpus, numa análise de conteúdo na dimensão que temos por necessária para permitir “conhecer aquilo que está por trás das palavras” (Bardin, 2009: 45), essas que Mia Couto, inovadoramente, recria e utiliza numa língua portuguesa muito própria, cheia de confluências, seja qual for o texto literário. Para que, no final, chegando à foz da sua escrita, percebamos que, Mia Couto, também se escreve com Palavrinhas.