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O estereótipo no donjuanismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Mito de D. Juan ainda continua vivo ou, pelo contrário, extinguiu-se, tornando-se uma lenda ligada ao donjuanismo? Esta foi a principal interrogação que motivou a autora deste trabalho. Confrontados com um número de obras e de opiniões muito considerável a respeito deste mito, pretendeu-se, num primeiro momento, fixar uma noção de mito que permitisse fundamentar a sua existência nas sociedades históricas e na actualidade. Partindo principalmente da valorização da linguagem na construção do mito, sugerida por Roland Barthes em Mitologias, e por Luís Cencillo em Mito, Semántica e realidad, procurou-se encontrar na linguagem de sedução um espaço de trabalho, aberto à aplicação de uma análise literária pragmática, que permitisse uma compreensão do Mito de Don Juan. Servindo-se particularmente das leituras de Ruth Amossy a respeito do estereótipo, a autora estendeu este estudo à produção literária donjuanina na literatura portuguesa, particularmente às mais representativas em termos de reconhecimento literário e de actualidade, a saber: A Morte de D. João, de Guerra Junqueiro; D. João e Máscara, de António Patrício; D. João e Julieta, de Natália Correia; D. João no Jardim das Delícias, de Norberto Ávila e D. Giovanni ou o Dissoluto Absolvido, de José Saramago. A autora desta dissertação de mestrado concluiu que o Mito de Don Juan, enquanto mito da palavra, não é identificável com um mito literário. Não foi a literatura que criou o mito de D. Juan, mas foi o Mito de D. Juan que se apropriou da literatura, particularmente do teatro, como o espaço ideal para a sua concretização material de mito por excelência da palavra
Autores principais:Sobrinho, Maria Manuela de Sá
Assunto:Análise literária Don Juan (Personagens) Estereótipo Literatura Literatura portuguesa Mitos
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:O Mito de D. Juan ainda continua vivo ou, pelo contrário, extinguiu-se, tornando-se uma lenda ligada ao donjuanismo? Esta foi a principal interrogação que motivou a autora deste trabalho. Confrontados com um número de obras e de opiniões muito considerável a respeito deste mito, pretendeu-se, num primeiro momento, fixar uma noção de mito que permitisse fundamentar a sua existência nas sociedades históricas e na actualidade. Partindo principalmente da valorização da linguagem na construção do mito, sugerida por Roland Barthes em Mitologias, e por Luís Cencillo em Mito, Semántica e realidad, procurou-se encontrar na linguagem de sedução um espaço de trabalho, aberto à aplicação de uma análise literária pragmática, que permitisse uma compreensão do Mito de Don Juan. Servindo-se particularmente das leituras de Ruth Amossy a respeito do estereótipo, a autora estendeu este estudo à produção literária donjuanina na literatura portuguesa, particularmente às mais representativas em termos de reconhecimento literário e de actualidade, a saber: A Morte de D. João, de Guerra Junqueiro; D. João e Máscara, de António Patrício; D. João e Julieta, de Natália Correia; D. João no Jardim das Delícias, de Norberto Ávila e D. Giovanni ou o Dissoluto Absolvido, de José Saramago. A autora desta dissertação de mestrado concluiu que o Mito de Don Juan, enquanto mito da palavra, não é identificável com um mito literário. Não foi a literatura que criou o mito de D. Juan, mas foi o Mito de D. Juan que se apropriou da literatura, particularmente do teatro, como o espaço ideal para a sua concretização material de mito por excelência da palavra