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A construção do sentido em interações verbais na rádio em português europeu: mecanismos discursivos em narrativas de experiência de vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Tendo por base um corpus de interações verbais realizadas na rádio em Portugal, o presente artigo analisa o modo como, nestes discursos, se estrutura o processo de construção do sentido. Para o efeito, considera o quadro enunciativo, as sequências de atos de discurso e as estratégias discursivas que permitem atribuir credibilidade e legitimidade ao discurso, captando a atenção. Analisam-se aspetos semânticos e pragmáticos da construção de narrativas de experiência de vida: as falas justapostas, as repetições, o uso da expressão aproximativa “e tal”, o uso de “pronto” como marcador discursivo, a ocorrência de identidades na fala e a realização de asserções avaliativas. Neste contexto, consideram-se atos de autoelogio com mitigadores e com o recurso ao uso do verbo declarativo dizer na terceira pessoa do plural para minimizar a ameaça da face. Analisam-se ainda os comentários de avaliação que denotam a escuta atenta, permitindo fazer a gestão das trocas interacionais.
Autores principais:Almeida, Carla Aurélia de
Assunto:Estratégias discursivas Autoelogio Emoção na interação Identidades na fala Mitigação Discursive strategies Self-praise Emotion in interaction Identities in talk Mitigation
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Tendo por base um corpus de interações verbais realizadas na rádio em Portugal, o presente artigo analisa o modo como, nestes discursos, se estrutura o processo de construção do sentido. Para o efeito, considera o quadro enunciativo, as sequências de atos de discurso e as estratégias discursivas que permitem atribuir credibilidade e legitimidade ao discurso, captando a atenção. Analisam-se aspetos semânticos e pragmáticos da construção de narrativas de experiência de vida: as falas justapostas, as repetições, o uso da expressão aproximativa “e tal”, o uso de “pronto” como marcador discursivo, a ocorrência de identidades na fala e a realização de asserções avaliativas. Neste contexto, consideram-se atos de autoelogio com mitigadores e com o recurso ao uso do verbo declarativo dizer na terceira pessoa do plural para minimizar a ameaça da face. Analisam-se ainda os comentários de avaliação que denotam a escuta atenta, permitindo fazer a gestão das trocas interacionais.