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A atenuação como estratégia verbal de aproximação e de cortesia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Numa perspetiva pragmático-discursiva, constatamos que o princípio da delicadeza é frequentemente determinante na atenuação da força ilocutória de determinados atos do discurso e que o uso de atenuadores (Brown& Levinson 1987) permitem suavizar os FTAs, tornando-os menos ameaçadores para as faces dos interlocutores, configurando, assim, um processo de atenuação. Partiremos, assim, da definição de atenuação de BRIZ que sublinha que a atenuação é um mecanismo estratégico de distanciamento linguístico da mensagem e, por sua vez, de aproximação do outro. “(En efecto, la atenuación es un mecanismo estratégico de distanciamiento lingüístico del mensage y a la vez de acercamiento social (lingüisticamente, atenuación significa distancia del mensaje; socialmente, atenuación significa acercamiento al otro”. (2014: 86) De acordo com a classificação de Kerbrat-Oreccioni (1992: 200-233), os atenuadores linguísticos podem ser procedimentos substitutivos de figuração e procedimentos aditivos de figuração, sendo estes os que acompanham a formulação direta e que podem ser expressos através de enunciados de prefiguração, fórmulas reparadoras, desarmadores, minimização, adulação e modalização. Neste texto vamos deter-nos nos procedimentos aditivos de figuração, nomeadamente os que ocorrem em enunciados de prefiguração que acompanham atos de pedido, com fórmulas reparadoras (desculpas e justificações) e, ainda, o uso de formas nominais elogiosas que têm como funções a prevenção ou a reparação, questionando de que forma estão ou não ao serviço da cortesia.
Autores principais:Seara, Isabel
Assunto:Atenuação Estratégias discursivas Cortesia Análise do discurso
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Numa perspetiva pragmático-discursiva, constatamos que o princípio da delicadeza é frequentemente determinante na atenuação da força ilocutória de determinados atos do discurso e que o uso de atenuadores (Brown& Levinson 1987) permitem suavizar os FTAs, tornando-os menos ameaçadores para as faces dos interlocutores, configurando, assim, um processo de atenuação. Partiremos, assim, da definição de atenuação de BRIZ que sublinha que a atenuação é um mecanismo estratégico de distanciamento linguístico da mensagem e, por sua vez, de aproximação do outro. “(En efecto, la atenuación es un mecanismo estratégico de distanciamiento lingüístico del mensage y a la vez de acercamiento social (lingüisticamente, atenuación significa distancia del mensaje; socialmente, atenuación significa acercamiento al otro”. (2014: 86) De acordo com a classificação de Kerbrat-Oreccioni (1992: 200-233), os atenuadores linguísticos podem ser procedimentos substitutivos de figuração e procedimentos aditivos de figuração, sendo estes os que acompanham a formulação direta e que podem ser expressos através de enunciados de prefiguração, fórmulas reparadoras, desarmadores, minimização, adulação e modalização. Neste texto vamos deter-nos nos procedimentos aditivos de figuração, nomeadamente os que ocorrem em enunciados de prefiguração que acompanham atos de pedido, com fórmulas reparadoras (desculpas e justificações) e, ainda, o uso de formas nominais elogiosas que têm como funções a prevenção ou a reparação, questionando de que forma estão ou não ao serviço da cortesia.