Publicação
O azulejo barroco: o estudo e a investigação em Portugal
| Resumo: | É por todos reconhecida que a arte do azulejo Barroco tanto em Portugal Continental como à escala atlântica tem na sua relação intrínseca com a arquitectura, uma evidente originalidade que muitos estudos têm abordado e desenvolvido. O azulejo é um elemento notavelmente caracterizador da arquitectura portuguesa atravessando uma parte importante da nossa produção arquitectónica e estando naturalmente contaminado pela produção artística de cada época. Deste modo, o século XVIII é normalmente considerado o período em que se veicula o azulejo em Portugal e onde nos surgem os principais repositórios de imaginários. Especificamente em relação ao azulejo barroco e à sua presença enquanto objecto artístico, este adquiriu uma linguagem própria e o sentido de um ideário, manifestando-se como sabemos num suporte privilegiado de pintura e numa arte decorativa total. Apresentou-se sempre como uma resposta simultaneamente estética e pratica às necessidades de cada tempo, tendo-se apropriado, de factores eruditos, procurando transformá-los e assimilá-los de maneiras muito diferentes. Outra das questões indiscutíveis é a atmosfera que o azulejo barroco impõe, por vezes difícil de entrever hoje, aos nossos olhos, ou seja esta leitura do espaço reinventado e recriado que será uma constante até ao século XIX. Sabemos que apesar dos excelentes contributos, realizados nas últimas décadas, o estudo crítico e o levantamento circunstanciado da azulejaria deste período em Portugal e consequentemente no Brasil, persiste ainda como uma área de investigação em aberto onde ainda há muito para fazer e que conta com algumas dificuldades que nos colocam o problema considerável das metodologias mais aprofundadas, mais eficazes ou mais urgentemente necessárias no seu estudo. São hoje inúmeras as questões que se colocam ao estudo e respectiva análise de interpretação da azulejaria tanto neste período como em outros. Partindo destes pressupostos procurámos traçar neste texto - numa visão panorâmica e alargada – a historiografia mais recente do azulejo barroco, incluindo os estudos, as abordagens e os novos contributos que têm feito da Azulejaria Portuguesa deste período um lugar de inquietações e objecto de investigação. |
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| Autores principais: | Câmara, Maria Alexandra Gago da |
| Assunto: | Historiografia Azulejos |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Aberta |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Aberto da Universidade Aberta |
| Resumo: | É por todos reconhecida que a arte do azulejo Barroco tanto em Portugal Continental como à escala atlântica tem na sua relação intrínseca com a arquitectura, uma evidente originalidade que muitos estudos têm abordado e desenvolvido. O azulejo é um elemento notavelmente caracterizador da arquitectura portuguesa atravessando uma parte importante da nossa produção arquitectónica e estando naturalmente contaminado pela produção artística de cada época. Deste modo, o século XVIII é normalmente considerado o período em que se veicula o azulejo em Portugal e onde nos surgem os principais repositórios de imaginários. Especificamente em relação ao azulejo barroco e à sua presença enquanto objecto artístico, este adquiriu uma linguagem própria e o sentido de um ideário, manifestando-se como sabemos num suporte privilegiado de pintura e numa arte decorativa total. Apresentou-se sempre como uma resposta simultaneamente estética e pratica às necessidades de cada tempo, tendo-se apropriado, de factores eruditos, procurando transformá-los e assimilá-los de maneiras muito diferentes. Outra das questões indiscutíveis é a atmosfera que o azulejo barroco impõe, por vezes difícil de entrever hoje, aos nossos olhos, ou seja esta leitura do espaço reinventado e recriado que será uma constante até ao século XIX. Sabemos que apesar dos excelentes contributos, realizados nas últimas décadas, o estudo crítico e o levantamento circunstanciado da azulejaria deste período em Portugal e consequentemente no Brasil, persiste ainda como uma área de investigação em aberto onde ainda há muito para fazer e que conta com algumas dificuldades que nos colocam o problema considerável das metodologias mais aprofundadas, mais eficazes ou mais urgentemente necessárias no seu estudo. São hoje inúmeras as questões que se colocam ao estudo e respectiva análise de interpretação da azulejaria tanto neste período como em outros. Partindo destes pressupostos procurámos traçar neste texto - numa visão panorâmica e alargada – a historiografia mais recente do azulejo barroco, incluindo os estudos, as abordagens e os novos contributos que têm feito da Azulejaria Portuguesa deste período um lugar de inquietações e objecto de investigação. |
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