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A flexibilização curricular e as mudanças no processo de ensino-aprendizagem: um estudo numa escola não agrupada do distrito de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo foi realizado numa escola não agrupada, secundária, do distrito de Lisboa e tem como objetivo principal realizar uma análise compreensiva do processo de flexibilização curricular e a mudança introduzida no processo de ensino-aprendizagem. O Decreto-Lei 55/2018 de 6 de julho regulou o projeto de “Autonomia e Flexibilidade Curricular” a todas as ofertas educativas e formativas. No seguimento desta medida política e com o intuito de conhecer e compreender o processo de implementação da mesma numa escola não agrupada, emergiram as seguintes questões: Como decorreu o processo de implementação da flexibilidade curricular? Quais são as mudanças globais e organizacionais decorrentes da flexibilidade curricular? Quais as perceções de diferentes atores sobre as mudanças que a flexibilização curricular introduziu, no âmbito do processo ensino-aprendizagem? No sentido de dar resposta a estas questões, desenvolveu-se um estudo de caso, com base no paradigma qualitativo que fez uso de várias técnicas de recolha de dados, nomeadamente, entrevistas semi-estruturadas; entrevista de grupo (focus group) e inquéritos por questionário. Depreende-se deste estudo que o processo de implementação da flexibilidade curricular e as mudanças globais e organizacionais daí decorrentes encontraram constrangimentos e potencialidades. Como constrangimentos são referidos o pouco tempo disponível para a implementação do Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de julho, as dúvidas que surgiram, a resistência à mudança e os exames, entre outras questões. Como potencialidades destacaram-se o trabalho interdisciplinar, o trabalho colaborativo, a possibilidade de mudar mentalidades, e a redução de conteúdos e o incentivo à mudança de práticas decorrentes das aprendizagens essenciais. Decorrem também vantagens no processo ensino-aprendizagem.
Autores principais:Rogão, Micaela Cardoso
Assunto:Flexibilidade curricular Consolidação de aprendizagens Desenvolvimento de competências Diferenciação pedagógica Curricular flexibility Consolidate learning Development of competences Pedagogical differentiation
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Este estudo foi realizado numa escola não agrupada, secundária, do distrito de Lisboa e tem como objetivo principal realizar uma análise compreensiva do processo de flexibilização curricular e a mudança introduzida no processo de ensino-aprendizagem. O Decreto-Lei 55/2018 de 6 de julho regulou o projeto de “Autonomia e Flexibilidade Curricular” a todas as ofertas educativas e formativas. No seguimento desta medida política e com o intuito de conhecer e compreender o processo de implementação da mesma numa escola não agrupada, emergiram as seguintes questões: Como decorreu o processo de implementação da flexibilidade curricular? Quais são as mudanças globais e organizacionais decorrentes da flexibilidade curricular? Quais as perceções de diferentes atores sobre as mudanças que a flexibilização curricular introduziu, no âmbito do processo ensino-aprendizagem? No sentido de dar resposta a estas questões, desenvolveu-se um estudo de caso, com base no paradigma qualitativo que fez uso de várias técnicas de recolha de dados, nomeadamente, entrevistas semi-estruturadas; entrevista de grupo (focus group) e inquéritos por questionário. Depreende-se deste estudo que o processo de implementação da flexibilidade curricular e as mudanças globais e organizacionais daí decorrentes encontraram constrangimentos e potencialidades. Como constrangimentos são referidos o pouco tempo disponível para a implementação do Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de julho, as dúvidas que surgiram, a resistência à mudança e os exames, entre outras questões. Como potencialidades destacaram-se o trabalho interdisciplinar, o trabalho colaborativo, a possibilidade de mudar mentalidades, e a redução de conteúdos e o incentivo à mudança de práticas decorrentes das aprendizagens essenciais. Decorrem também vantagens no processo ensino-aprendizagem.