Publicação
O Plano Individual de Transição no 3º ciclo : que repercussões?
| Resumo: | Aludindo aos princípios inclusivos acordados em Salamanca (1994), a publicação do Decreto-Lei nº3/ 2008, de 7 de janeiro, implicou formalmente a escola na transição para a vida pós-escolar dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, impondo, sempre que oportuno, a elaboração de um Plano Individual de Transição (PIT). Na escola inclusiva, a diferença é valorizada, pelo que a diversidade, afigurando-se como um novo eixo norteador da ação educativa, justifica a necessidade imperiosa de adequar o currículo, flexibilizando-o e diferenciando-o. Assumindo a relevância do papel do professor na aplicação do plano de transição, enquanto gestor curricular e coconstrutor/ dinamizador de um currículo personalizado capaz de, por um lado, promover o (in)sucesso do percurso desenhado e, por outro, melhorar o processo, consideramos como fundamental conhecer as formas de implementação do programa por partes dos intervenientes, bem como caracterizar a supervisão que entre os mesmos emerge. Perante esta problemática, definimos como objetivos gerais para o presente estudo: - Conhecer experiências de intervenientes relativas à aplicação do PIT; - Conhecer os processos de articulação e supervisão emergentes entre os envolvidos. Face aos objetivos definidos, optámos por uma metodologia qualitativa de natureza descritiva e exploratória. Recorremos à análise documental e à entrevista semiestruturada como técnicas de recolha de dados e procedemos à análise de conteúdo para analisar os dados recolhidos. Os resultados apontam para o cumprimento da lei, isto é, uma implementação real do PIT. Este recurso revela-se um instrumento de diferenciação curricular pertinente, que evidencia contributos notáveis no âmbito do desenvolvimento pessoal e da inclusão social. Contudo, não fica garantida a inserção laboral. A articulação entre todos os intervenientes não corresponde a uma prática regular. Emerge uma supervisão colaborativa entre os envolvidos, centrada na figura da docente de Educação Especial. |
|---|---|
| Autores principais: | Inês, Helena |
| Assunto: | Educação especial Educação inclusiva Necessidades educativas especiais Plano Individual de Transição Supervisão Planeamento do curriculum Inclusion Curriculum differentiation ALT ITP Supervision |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Aberta |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Aberto da Universidade Aberta |
| Resumo: | Aludindo aos princípios inclusivos acordados em Salamanca (1994), a publicação do Decreto-Lei nº3/ 2008, de 7 de janeiro, implicou formalmente a escola na transição para a vida pós-escolar dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, impondo, sempre que oportuno, a elaboração de um Plano Individual de Transição (PIT). Na escola inclusiva, a diferença é valorizada, pelo que a diversidade, afigurando-se como um novo eixo norteador da ação educativa, justifica a necessidade imperiosa de adequar o currículo, flexibilizando-o e diferenciando-o. Assumindo a relevância do papel do professor na aplicação do plano de transição, enquanto gestor curricular e coconstrutor/ dinamizador de um currículo personalizado capaz de, por um lado, promover o (in)sucesso do percurso desenhado e, por outro, melhorar o processo, consideramos como fundamental conhecer as formas de implementação do programa por partes dos intervenientes, bem como caracterizar a supervisão que entre os mesmos emerge. Perante esta problemática, definimos como objetivos gerais para o presente estudo: - Conhecer experiências de intervenientes relativas à aplicação do PIT; - Conhecer os processos de articulação e supervisão emergentes entre os envolvidos. Face aos objetivos definidos, optámos por uma metodologia qualitativa de natureza descritiva e exploratória. Recorremos à análise documental e à entrevista semiestruturada como técnicas de recolha de dados e procedemos à análise de conteúdo para analisar os dados recolhidos. Os resultados apontam para o cumprimento da lei, isto é, uma implementação real do PIT. Este recurso revela-se um instrumento de diferenciação curricular pertinente, que evidencia contributos notáveis no âmbito do desenvolvimento pessoal e da inclusão social. Contudo, não fica garantida a inserção laboral. A articulação entre todos os intervenientes não corresponde a uma prática regular. Emerge uma supervisão colaborativa entre os envolvidos, centrada na figura da docente de Educação Especial. |
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