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Narrativas de trabalhadoras do sexo em Luanda: contributos para discussões feministas sobre o trabalho do sexo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Trabalho do sexo pode ser definido de várias maneiras. Pode ser considerado um contrato em que serviços sexuais são negociados consensualmente. Geralmente realizado por mulheres. A relação entre elas e os clientes (geralmente homens) vai basear as discussões feministas sobre o trabalho do sexo. Entretanto, há tensões e divergências fundamentais entre feministas. Essa investigação qualitativa teve como objetivo dar espaço de fala e escuta de histórias de vida de quatro trabalhadoras do sexo em Luanda e fornecer contributos para discussões feministas sobre o trabalho do sexo. Seus contributos são descritos em 23 temas. Seus posicionamentos se alinham mais com o entendimento do trabalho do sexo como trabalho, ainda que complexo. Suas histórias são marcadas por idas e vindas de quebras com e adesão a papéis de gênero mais tradicionais. A necessidade econômica surge como a razão de entrada, retorno e permanência no trabalho do sexo, principalmente para prover para suas famílias. Elas solicitam apoio para sair do trabalho do sexo, embora destaquem que essa decisão é delas. Esse apoio poderia tomar forma de programas de enfrentamento à pobreza (transferência de renda), de apoio às trabalhadoras do sexo e descriminalização do trabalho do sexo. As histórias das trabalhadoras do sexo chamam a atenção para se pensar o feminismo como um espectro que vai desde uma resistência à desigualdade de gênero no âmbito individual até a militância em espaços políticos de mudança de estruturas sociais baseadas em desigualdades de gênero.
Autores principais:Egg, Rafaela Nascimento
Assunto:Trabalho do sexo Trabalhadoras do sexo Feminismo África Angola Sex work sex workers Feminism
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Trabalho do sexo pode ser definido de várias maneiras. Pode ser considerado um contrato em que serviços sexuais são negociados consensualmente. Geralmente realizado por mulheres. A relação entre elas e os clientes (geralmente homens) vai basear as discussões feministas sobre o trabalho do sexo. Entretanto, há tensões e divergências fundamentais entre feministas. Essa investigação qualitativa teve como objetivo dar espaço de fala e escuta de histórias de vida de quatro trabalhadoras do sexo em Luanda e fornecer contributos para discussões feministas sobre o trabalho do sexo. Seus contributos são descritos em 23 temas. Seus posicionamentos se alinham mais com o entendimento do trabalho do sexo como trabalho, ainda que complexo. Suas histórias são marcadas por idas e vindas de quebras com e adesão a papéis de gênero mais tradicionais. A necessidade econômica surge como a razão de entrada, retorno e permanência no trabalho do sexo, principalmente para prover para suas famílias. Elas solicitam apoio para sair do trabalho do sexo, embora destaquem que essa decisão é delas. Esse apoio poderia tomar forma de programas de enfrentamento à pobreza (transferência de renda), de apoio às trabalhadoras do sexo e descriminalização do trabalho do sexo. As histórias das trabalhadoras do sexo chamam a atenção para se pensar o feminismo como um espectro que vai desde uma resistência à desigualdade de gênero no âmbito individual até a militância em espaços políticos de mudança de estruturas sociais baseadas em desigualdades de gênero.