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Energia nuclear em Portugal: não, obrigado?

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Resumo:As alterações climáticas, marcadamente visíveis, principais responsáveis pela degradação do nosso planeta, são um facto inegável. Largamente impulsionadas pelo boom energético, assente na queima desenfreada de combustíveis fósseis, desde meados do século passado e que se perspetiva cada vez mais acelerado. A premência da mudança de paradigma reúne consenso mundial. Portugal ao apostar nas energias renováveis trilha caminho tentando alcançar a neutralidade carbónica. Pese embora o esforço, as intermitências climatéricas, assoladas de elevada imprevisibilidade, comprometem, claramente este objetivo. Sendo, por isso, desejável e necessário adotar um mix energético que colmate as crescentes necessidades energéticas, onde a energia nuclear, preterida em Portugal, poderá assumir papel fundamental, contribuindo, na atualidade, com uma décima parte da energia elétrica produzida a nível mundial. Neste trabalho, após breve enquadramento teórico da energia nuclear, aplicou-se uma metodologia que visa perceber a atitude face ao nuclear de uma amostra populacional específica, nomeadamente os estudantes da Licenciatura em Ciências do Ambiente (LCA) da Universidade Aberta. Para tal, aplicou-se um questionário global, exceto no reporte à unidade curricular Novas Energias da LCA, onde o assunto foi debatido com alguma profundidade, lecionada aos participantes. No entanto, o reduzido âmbito populacional traduziu-se numa pequena quantidade de dados coletados, repercutindo-se numa dificuldade na identificação de tendências com validade estatística. A análise foi efetuada com o recurso, maioritariamente, às técnicas de regressão. Foi possível identificar, apenas, oito tendências com significado estatístico. Contudo, fica preparado um questionário que possa ser traduzido, futuramente, para toda a população portuguesa.
Autores principais:Pires, Maria Eliana Santos
Assunto:Energia nuclear Aceitação nuclear Regressão binomial Regressão logit ordenada Nuclear energy Nuclear acceptance Binomial regression Ordered logit regression
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:As alterações climáticas, marcadamente visíveis, principais responsáveis pela degradação do nosso planeta, são um facto inegável. Largamente impulsionadas pelo boom energético, assente na queima desenfreada de combustíveis fósseis, desde meados do século passado e que se perspetiva cada vez mais acelerado. A premência da mudança de paradigma reúne consenso mundial. Portugal ao apostar nas energias renováveis trilha caminho tentando alcançar a neutralidade carbónica. Pese embora o esforço, as intermitências climatéricas, assoladas de elevada imprevisibilidade, comprometem, claramente este objetivo. Sendo, por isso, desejável e necessário adotar um mix energético que colmate as crescentes necessidades energéticas, onde a energia nuclear, preterida em Portugal, poderá assumir papel fundamental, contribuindo, na atualidade, com uma décima parte da energia elétrica produzida a nível mundial. Neste trabalho, após breve enquadramento teórico da energia nuclear, aplicou-se uma metodologia que visa perceber a atitude face ao nuclear de uma amostra populacional específica, nomeadamente os estudantes da Licenciatura em Ciências do Ambiente (LCA) da Universidade Aberta. Para tal, aplicou-se um questionário global, exceto no reporte à unidade curricular Novas Energias da LCA, onde o assunto foi debatido com alguma profundidade, lecionada aos participantes. No entanto, o reduzido âmbito populacional traduziu-se numa pequena quantidade de dados coletados, repercutindo-se numa dificuldade na identificação de tendências com validade estatística. A análise foi efetuada com o recurso, maioritariamente, às técnicas de regressão. Foi possível identificar, apenas, oito tendências com significado estatístico. Contudo, fica preparado um questionário que possa ser traduzido, futuramente, para toda a população portuguesa.