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A literatura pombalina e a mitologia jesuítica: um caso moderno dos usos e funcionalidades do mito do complô

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste artigo, buscamos mostrar o modo como a literatura pombalina, ao mobilizar o discurso do complô para demonizar a Companhia de Jesus e assim atingir seus fins políticos e ideológicos, acabou por consolidar o mito dos jesuítas, uma vez que, com a política regalista assumida pelo ministro de D. José I (1714-1777), Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), que passou à história com o título de Marquês de Pombal, o antijesuitismo vai ser assumido como programa de Estado, estabelecendo o padrão e os elementos lexicais e retóricos necessários para a produção literária antijesuítica que lhe foi posterior. Para atingir tal objetivo, faremos uso da historiografia, bem como de alguns pressupostos teóricos relativos à história cultural, aos mitos e representações (DURAND, 1983; GIRARDET, 1990; LEROY, 1999; ELIADE, 2000; CHARTIER, 2002; FRANCO, 2006; BARTHES, 2007). Como fonte, será usado um conjunto de textos idealizados, produzidos ou patrocinados por Pombal, a que denominamos literatura pombalina: preâmbulos de peças legislativas, prefácios ou dedicatórias de obras literárias e pedagógicas, panfletos e narrativas biográficas ou historiográficas, documentação burocrática e epistolar.
Autores principais:Franco, José Eduardo
Outros Autores:Oliveira, Luiz Eduardo
Assunto:Complô Jesuítas Literatura pombalina Mito Plot Jesuits Pombaline literature Myth
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:Neste artigo, buscamos mostrar o modo como a literatura pombalina, ao mobilizar o discurso do complô para demonizar a Companhia de Jesus e assim atingir seus fins políticos e ideológicos, acabou por consolidar o mito dos jesuítas, uma vez que, com a política regalista assumida pelo ministro de D. José I (1714-1777), Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), que passou à história com o título de Marquês de Pombal, o antijesuitismo vai ser assumido como programa de Estado, estabelecendo o padrão e os elementos lexicais e retóricos necessários para a produção literária antijesuítica que lhe foi posterior. Para atingir tal objetivo, faremos uso da historiografia, bem como de alguns pressupostos teóricos relativos à história cultural, aos mitos e representações (DURAND, 1983; GIRARDET, 1990; LEROY, 1999; ELIADE, 2000; CHARTIER, 2002; FRANCO, 2006; BARTHES, 2007). Como fonte, será usado um conjunto de textos idealizados, produzidos ou patrocinados por Pombal, a que denominamos literatura pombalina: preâmbulos de peças legislativas, prefácios ou dedicatórias de obras literárias e pedagógicas, panfletos e narrativas biográficas ou historiográficas, documentação burocrática e epistolar.