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História e ficção em Eugénia e Silvina de Agustina Bessa-Luís

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação procura abordar a escrita romanesca de Agustina Bessa-Luís. O Objectivo primeiro é percorrer o espaço que concilia as relações existentes entre o romance enquanto género e a história como fenómeno capaz de ser textualmente representada. O campo de análise foi restringido ao roamnce Eugénia e Silvina. Para este trabalho, foram definidos três objectivos centrais: mostrar como a história se insere no romance de Agustina, demonstrar a possibilidade de construção de uma escrita própria a partir do encontro e desencontro com escritas alheias, registar o modo como a autora constrói a sua verdade, o seu texto. Constatou-se que o romance de agustina é, até certo ponto, uma construção onde tudo surge pela própria vontade da autora que, através de uma escrita dispersa, portadora de múltiplos significados, recusa qualquer certeza, baralhando e confundindo o leitor. Enquanto escritora, Agustina Bessa-Luís joga com textos, confunde os dados, subverte a história, constrói a sua verdade, levando-nos a acreditar nela e a pôr em causa o acabado das verdades feitas.
Autores principais:Fundo, Liliana Carla Rei do
Assunto:Literatura portuguesa - Romance - Estudos críticos
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Porto
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade do Porto
Descrição
Resumo:Esta dissertação procura abordar a escrita romanesca de Agustina Bessa-Luís. O Objectivo primeiro é percorrer o espaço que concilia as relações existentes entre o romance enquanto género e a história como fenómeno capaz de ser textualmente representada. O campo de análise foi restringido ao roamnce Eugénia e Silvina. Para este trabalho, foram definidos três objectivos centrais: mostrar como a história se insere no romance de Agustina, demonstrar a possibilidade de construção de uma escrita própria a partir do encontro e desencontro com escritas alheias, registar o modo como a autora constrói a sua verdade, o seu texto. Constatou-se que o romance de agustina é, até certo ponto, uma construção onde tudo surge pela própria vontade da autora que, através de uma escrita dispersa, portadora de múltiplos significados, recusa qualquer certeza, baralhando e confundindo o leitor. Enquanto escritora, Agustina Bessa-Luís joga com textos, confunde os dados, subverte a história, constrói a sua verdade, levando-nos a acreditar nela e a pôr em causa o acabado das verdades feitas.