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Biodigestão anaeróbia de um polímero orgânico de fécula de mandioca

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho teve por objetivo realizar o processo de biodigestão anaeróbia de material plástico polimérico biodegradável à base de fécula de mandioca, utilizando-se de biodigestores de escala laboratorial com modo de operação batelada. Utilizou-se água residual estabilizada de suinocultura como matéria-prima e copos plásticos biodegradáveis produzidos a partir de fécula de mandioca para a produção de biogás. A experiência foi desenvolvida utilizando-se estufas em condição mesófila, ondese realizaram 4 tratamentos garantindo a entrada total de 0, 40, 120 e 200 g de material biodegradável nos reatores de cada tratamento, respetivamente. A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir que polímeros biodegradáveis produzidos a partir de fécula de mandioca (PBM) apresentam elevada biodegradabilidade (taxas de remoção de STV e DQO de até 75,2% e 79,3% respetivamente) se submetidos a biodigestão anaeróbia em fase mesófila. A elevada produção de biogás em curto período temporal é outro fator a destacar observando-se produções de até 1274 ml gSTV-1. Pela característica de fácil degradabilidade do material, elevadas concentrações de PBM sob biodigestão podem proporcionar acidificação do reator pela elevada produção de ácidos voláteis como ocorrido nos reatores dos tratamentos de adição de 120 e 200g de PBM.
Autores principais:Cremonez, Paulo A.
Outros Autores:Teleken, Joel G.; Feiden, Armin; Rossi, Eduardo de; Souza, Samuel M. de; Teleken, Jhony; Dieter, Jonathan; Antonelli, Jhonatas
Assunto:Geral
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal
Idioma:português
Origem:Revista de Ciências Agrárias
Descrição
Resumo:O presente trabalho teve por objetivo realizar o processo de biodigestão anaeróbia de material plástico polimérico biodegradável à base de fécula de mandioca, utilizando-se de biodigestores de escala laboratorial com modo de operação batelada. Utilizou-se água residual estabilizada de suinocultura como matéria-prima e copos plásticos biodegradáveis produzidos a partir de fécula de mandioca para a produção de biogás. A experiência foi desenvolvida utilizando-se estufas em condição mesófila, ondese realizaram 4 tratamentos garantindo a entrada total de 0, 40, 120 e 200 g de material biodegradável nos reatores de cada tratamento, respetivamente. A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir que polímeros biodegradáveis produzidos a partir de fécula de mandioca (PBM) apresentam elevada biodegradabilidade (taxas de remoção de STV e DQO de até 75,2% e 79,3% respetivamente) se submetidos a biodigestão anaeróbia em fase mesófila. A elevada produção de biogás em curto período temporal é outro fator a destacar observando-se produções de até 1274 ml gSTV-1. Pela característica de fácil degradabilidade do material, elevadas concentrações de PBM sob biodigestão podem proporcionar acidificação do reator pela elevada produção de ácidos voláteis como ocorrido nos reatores dos tratamentos de adição de 120 e 200g de PBM.