Publicação
Concentração de urânio em plantas desenvolvidas em solos agrícolas e de escombreira da área mineira da Cunha Baixa (Mangualde)
| Resumo: | Neste trabalho avalia-se e comparara-se a concentração e capacidade de bioconcentração (CB) do urânio em diversas espécies vegetais (parte aérea) que se desenvolveram em solos de escombreira (Pinus pinaster, Cytisus striatus, Cytisus multiflorus) e cultivadas (Zea mays L., Phaseolus vulgaris L., Lactuca sativa L.) em solos da zona agrícola, envolvente à área mineira da Cunha Baixa (Mangualde). As espécies colonizadoras da escombreira estão bem adaptadas ao substrato, sendo o Pinus pinaster aquela que mais urânio concentrou na parte aérea (13,9 mg kg-1) podendo, juntamente com as espécies do género Cytisus, contribuir para a estabilização dos resíduos mineiros, ainda com elevada concentrações em urânio total e disponível (118 mg kg-1 e 43 mg kg-1, respectivamente). Entre as espécies cultivadas destaca-se a Lactuca sativa que concentrou, em média, 5,37 mg kg-1 de urânio (peso seco). Nenhuma das espécies estudadas se revelou acumuladora deste elemento (CB < 1), mesmo em situação de água de rega e solo ainda bastante contaminados. |
|---|---|
| Autores principais: | Neves, O. |
| Outros Autores: | Abreu, M. M. |
| Assunto: | Geral |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal |
| Idioma: | português |
| Origem: | Revista de Ciências Agrárias |
| Resumo: | Neste trabalho avalia-se e comparara-se a concentração e capacidade de bioconcentração (CB) do urânio em diversas espécies vegetais (parte aérea) que se desenvolveram em solos de escombreira (Pinus pinaster, Cytisus striatus, Cytisus multiflorus) e cultivadas (Zea mays L., Phaseolus vulgaris L., Lactuca sativa L.) em solos da zona agrícola, envolvente à área mineira da Cunha Baixa (Mangualde). As espécies colonizadoras da escombreira estão bem adaptadas ao substrato, sendo o Pinus pinaster aquela que mais urânio concentrou na parte aérea (13,9 mg kg-1) podendo, juntamente com as espécies do género Cytisus, contribuir para a estabilização dos resíduos mineiros, ainda com elevada concentrações em urânio total e disponível (118 mg kg-1 e 43 mg kg-1, respectivamente). Entre as espécies cultivadas destaca-se a Lactuca sativa que concentrou, em média, 5,37 mg kg-1 de urânio (peso seco). Nenhuma das espécies estudadas se revelou acumuladora deste elemento (CB < 1), mesmo em situação de água de rega e solo ainda bastante contaminados. |
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