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Limitações da Metodologia do IPCC para Avaliação do Carbono no Solo: Aplicação em áreas com mudança do uso do solo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Considerando a problemática das áreas ardidas em Portugal e a crescente preocupação com a descarbonização da Europa, a mudança do uso do solo (MUS) em certas regiões do país torna-se uma estratégia para alcançar o objetivo de zero emissões. A MUS pode resultar em aumento ou diminuição do estoque de Carbono Orgânico do Solo (COS), sendo a quantificação desse elemento crucial para antecipar os possíveis cenários futuros nessas áreas. A metodologia recomendada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), pode gerar interpretações equivocadas. Assim, neste estudo, pretendeu-se desmistificá-la, aplicando-a em uma área de estudo mediterrânica com mudanças no uso do solo, com o auxílio do software QGIS. Foram utilizados dados de referência de COS para cada classe de uso do solo, correspondentes ao Nível 1 da metodologia (dados nacionais), extraídos do Inventário Nacional de Emissões de Gases do Efeito Estufa de Portugal de 2021 (NIR-PT). Os resultados indicaram um aumento no estoque de COS para a área, com um acréscimo médio de 1 t/ha.ano, quando a MUS passa de matos a floresta de folhosas. A metodologia a nível 1, embora estime grosseiramente os valores de COS, é útil quando não existem dados locais ou regionais.
Autores principais:Lima, Arthur A.J.
Outros Autores:Toloto, Matheus; Figueiredo, Tomás de; Lopes, Rui Pedro; Vidal, Eva; Hernández, Zulimar
Assunto:Geral
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal
Idioma:português
Origem:Revista de Ciências Agrárias
Descrição
Resumo:Considerando a problemática das áreas ardidas em Portugal e a crescente preocupação com a descarbonização da Europa, a mudança do uso do solo (MUS) em certas regiões do país torna-se uma estratégia para alcançar o objetivo de zero emissões. A MUS pode resultar em aumento ou diminuição do estoque de Carbono Orgânico do Solo (COS), sendo a quantificação desse elemento crucial para antecipar os possíveis cenários futuros nessas áreas. A metodologia recomendada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), pode gerar interpretações equivocadas. Assim, neste estudo, pretendeu-se desmistificá-la, aplicando-a em uma área de estudo mediterrânica com mudanças no uso do solo, com o auxílio do software QGIS. Foram utilizados dados de referência de COS para cada classe de uso do solo, correspondentes ao Nível 1 da metodologia (dados nacionais), extraídos do Inventário Nacional de Emissões de Gases do Efeito Estufa de Portugal de 2021 (NIR-PT). Os resultados indicaram um aumento no estoque de COS para a área, com um acréscimo médio de 1 t/ha.ano, quando a MUS passa de matos a floresta de folhosas. A metodologia a nível 1, embora estime grosseiramente os valores de COS, é útil quando não existem dados locais ou regionais.