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Efeito da digestão anaeróbia e da estabilizção com cal na mineralização do carbono e do azoto de lamas de ETAR

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste trabalho avaliou-se a mineralização do carbono e do azoto presente em diferentes tipos de lamas de ETAR: lama mista obtida por mistura de lamas primárias e secundárias (LM); lama mista tratada por digestão anaeróbia (LD) e lama digerida anaerobicamente tratada com cal (LDcal). Efectuaram-se incubações laboratoriais, em condições controladas, de misturas de lamas com um Arenossolo Háplico, durante 140 dias, tendo-se quantificado as emissões de CO2 e a evolução do azoto mineral nas misturas. A aplicação de LM originou uma imobilização inicial de N no solo e uma elevada emissão de CO2 (46% do C veiculado foi mineralizado) indicando que a MO presente nestas lamas está pouco estabilizada. Nas LD ocorreu mineralização líquida de N mas apenas 17% do C aplicado foi mineralizado, indicando a presença de matéria orgânica estabilizada. Pelo contrário, o tratamento com cal reduziu o azoto amoniacal das lamas mas estimulou a mineralização do carbono (40%) e do azoto orgânico (39,2%). As LD foram as que originaram, simultaneamente, a maior disponibilidade de N e a maior acumulação de C no solo.
Autores principais:Bancessi, Aducabe
Outros Autores:Ribeiro, Henrique Manuel; Fangueiro, David; Duarte, Elizabeth; Cabral, Fernanda; Vasconcelos, Ernesto
Assunto:Geral
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal
Idioma:português
Origem:Revista de Ciências Agrárias
Descrição
Resumo:Neste trabalho avaliou-se a mineralização do carbono e do azoto presente em diferentes tipos de lamas de ETAR: lama mista obtida por mistura de lamas primárias e secundárias (LM); lama mista tratada por digestão anaeróbia (LD) e lama digerida anaerobicamente tratada com cal (LDcal). Efectuaram-se incubações laboratoriais, em condições controladas, de misturas de lamas com um Arenossolo Háplico, durante 140 dias, tendo-se quantificado as emissões de CO2 e a evolução do azoto mineral nas misturas. A aplicação de LM originou uma imobilização inicial de N no solo e uma elevada emissão de CO2 (46% do C veiculado foi mineralizado) indicando que a MO presente nestas lamas está pouco estabilizada. Nas LD ocorreu mineralização líquida de N mas apenas 17% do C aplicado foi mineralizado, indicando a presença de matéria orgânica estabilizada. Pelo contrário, o tratamento com cal reduziu o azoto amoniacal das lamas mas estimulou a mineralização do carbono (40%) e do azoto orgânico (39,2%). As LD foram as que originaram, simultaneamente, a maior disponibilidade de N e a maior acumulação de C no solo.