Publicação
Jornalismo televisivo na internet : emergência e desafios
| Resumo: | Num momento em que o vocábulo “convergência” se tornou num chavão, é de todo desejável refletir, analisar a situação atual e desenhar caminhos de futuro para a integração do jornalismo televisivo no espaço Web. Vivemos hoje, ainda, uma era de proto Web TV. A propalada convergência não é mais do que a simples transposição de conteúdos do meio televisivo tradicional para o meio Internet. Esta fase imberbe é muito comparável à génese do jornalismo online, onde o papel se lia no ecrã do computador. O que as televisões fazem atualmente é uma mera transposição de conteúdos. O que existe é a recreação do dispositivo de televisão no ecrã do computador, quando o desejável é uma metamorfose gerada por novas literacias inerentes a uma plataforma que privilegia a interatividade. Ensina-nos a história que o aparecimento de cada meio adota as práticas do antecessor, mas acaba por evoluir tirando partido das capacidade tecnológicas geradas pelo dispositivo em causa, o que, inevitavelmente, gera novas literacias e novas dimensões de linguagem com mecanismos próprios codificadoresdescodificadores. As atuais televisões Web são, aliás, exemplo vivo de como nos encontramos ainda na proto-história. Elas não são mais do que a recreação em computador do meio tradicional hertziano. Afigura-se, portanto, como vital, neste momento, construir uma gramática que oriente a comunicação jornalística televisiva num ambiente de novas plataformas digitais proporcionadas pela Internet, porque há uma nova dimensão de descodificação que exige um esforço semiótico inovador por parte dos emissores. |
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| Autores principais: | Catalão, Daniel |
| Assunto: | COMUNICAÇÃO JORNALISMO JORNALISMO TELEVISIVO INTERNET TELEVISÃO SEMÂNTICA COMMUNICATION JOURNALISM TELEVISION JOURNALISM INTERNET TELEVISION SEMANTICS |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Grupo Lusófona |
| Idioma: | português |
| Origem: | ReCiL - Repositório Científico Lusófona |
| Resumo: | Num momento em que o vocábulo “convergência” se tornou num chavão, é de todo desejável refletir, analisar a situação atual e desenhar caminhos de futuro para a integração do jornalismo televisivo no espaço Web. Vivemos hoje, ainda, uma era de proto Web TV. A propalada convergência não é mais do que a simples transposição de conteúdos do meio televisivo tradicional para o meio Internet. Esta fase imberbe é muito comparável à génese do jornalismo online, onde o papel se lia no ecrã do computador. O que as televisões fazem atualmente é uma mera transposição de conteúdos. O que existe é a recreação do dispositivo de televisão no ecrã do computador, quando o desejável é uma metamorfose gerada por novas literacias inerentes a uma plataforma que privilegia a interatividade. Ensina-nos a história que o aparecimento de cada meio adota as práticas do antecessor, mas acaba por evoluir tirando partido das capacidade tecnológicas geradas pelo dispositivo em causa, o que, inevitavelmente, gera novas literacias e novas dimensões de linguagem com mecanismos próprios codificadoresdescodificadores. As atuais televisões Web são, aliás, exemplo vivo de como nos encontramos ainda na proto-história. Elas não são mais do que a recreação em computador do meio tradicional hertziano. Afigura-se, portanto, como vital, neste momento, construir uma gramática que oriente a comunicação jornalística televisiva num ambiente de novas plataformas digitais proporcionadas pela Internet, porque há uma nova dimensão de descodificação que exige um esforço semiótico inovador por parte dos emissores. |
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