Publicação
Impacto da discriminação e da desigualdade na saúde mental : o papel da incerteza e vergonha
| Resumo: | O presente estudo tem como objetivo compreender de que forma o impacto das experiências de discriminação e desigualdade influenciam a saúde mental. O impacto será analisado ao nível do funcionamento psicológico, numa perspetiva compreensiva, incluindo medidas de bem-estar psicológico, ansiedade, depressão, vergonha interna e incerteza. Método: A amostra incluiu 144 participantes, 62 (43.1%) do género feminino, 35 (24.3%) do género masculino, 2 (1.4%) transgéneros e 1 (0.7%) não binário, com idades compreendidas entre os 18 e os 69 anos (M = 33.7, DP = 11.0). Como instrumentos foram usados: Questionário Sociodemográfico; Inventário de Desigualdade Percebida (IDP); Inventário de Experiência de Discriminação (IED); Escala de Bem-Estar Psicológico (EBEP); Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI); EIP e a Escala de Vergonha Interna (ISS). Resultado: Níveis elevados de desigualdade e discriminação encontram-se associados a níveis inferiores de bem-estar e a níveis superiores de ansiedade, depressão, vergonha e incerteza. Verificou-se ainda que a desigualdade prediz depressão, ansiedade e bem-estar, constatando-se também uma mediação por parte da variável vergonha interna. Por sua vez, a discriminação não prediz ansiedade, depressão e bem-estar, no entanto estas variáveis relacionam-se na presença da variável mediadora - vergonha interna. Conclusões: No que concerne às implicações para a intervenção, salienta-se a importância de considerar intervenções que permitam aos indivíduos fortalecerem a sua identidade cultural, ou seja, trabalhar ao nível da coesão do grupo, promovendo não só o sentimento de pertença, bem como o suporte social. |
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| Autores principais: | Alves, Débora Cristina da Cunha |
| Assunto: | MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE PSICOLOGIA BEM-ESTAR DEPRESSÃO ANSIEDADE VERGONHA PSYCHOLOGY WELL-BEING DEPRESSION ANXIETY SHAME |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Grupo Lusófona |
| Idioma: | português |
| Origem: | ReCiL - Repositório Científico Lusófona |
| Resumo: | O presente estudo tem como objetivo compreender de que forma o impacto das experiências de discriminação e desigualdade influenciam a saúde mental. O impacto será analisado ao nível do funcionamento psicológico, numa perspetiva compreensiva, incluindo medidas de bem-estar psicológico, ansiedade, depressão, vergonha interna e incerteza. Método: A amostra incluiu 144 participantes, 62 (43.1%) do género feminino, 35 (24.3%) do género masculino, 2 (1.4%) transgéneros e 1 (0.7%) não binário, com idades compreendidas entre os 18 e os 69 anos (M = 33.7, DP = 11.0). Como instrumentos foram usados: Questionário Sociodemográfico; Inventário de Desigualdade Percebida (IDP); Inventário de Experiência de Discriminação (IED); Escala de Bem-Estar Psicológico (EBEP); Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI); EIP e a Escala de Vergonha Interna (ISS). Resultado: Níveis elevados de desigualdade e discriminação encontram-se associados a níveis inferiores de bem-estar e a níveis superiores de ansiedade, depressão, vergonha e incerteza. Verificou-se ainda que a desigualdade prediz depressão, ansiedade e bem-estar, constatando-se também uma mediação por parte da variável vergonha interna. Por sua vez, a discriminação não prediz ansiedade, depressão e bem-estar, no entanto estas variáveis relacionam-se na presença da variável mediadora - vergonha interna. Conclusões: No que concerne às implicações para a intervenção, salienta-se a importância de considerar intervenções que permitam aos indivíduos fortalecerem a sua identidade cultural, ou seja, trabalhar ao nível da coesão do grupo, promovendo não só o sentimento de pertença, bem como o suporte social. |
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