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A Casa de Chá da Boa Nova: a fotografia de arquitetura na perceção do edifício

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No final do século XIX a arquitetura e a fotografia deram início a uma relação de cumplicidade que, adotando vários contornos, chegou até aos nossos dias. Analisando esta relação do ponto de vista da arquitetura, a cumplicidade com a fotografia tornou-se de tal modo essencial que, imaginar a arquitetura sem a presença da fotografia, seria uma experiência mental difícil de resolver. Foi este cenário que contextualizou o nosso trabalho, no qual tomámos como objeto de estudo a Casa de Chá da Boa Nova de Álvaro Siza. Perceber como este edifício foi “captado” pelos olhares de vários fotógrafos; saber refletir sobre o que ficou captado, no sentido de compreender se desoculta ou descobre dimensões que moravam na obra construída pelo arquiteto; colocar em diálogo olhares diferentes; e construir uma narrativa que se constitua como um “meta-olhar” sobre a obra e as suas representações fotográficas, são objetivos que pretendemos atingir com o nosso trabalho. Para concretizar os objetivos acabados de referir desenvolvemos uma metodologia que passou pela análise documental, mas também por uma vertente experimental. Com base na primeira elaborámos três narrativas sustentadas em três reportagens fotográficas sobre a Casa de Chá da Boa Nova. Posteriormente, na vertente experimental, realizámos a nossa promenade visual da Casa de Chá da Boa Nova, que acompanhámos da respetiva narrativa. Tendo como referência fotografia de arquitetura, posteriormente colocámos em diálogo as narrativas construídas a propósito das três reportagens fotográficas e a narrativa por nós construída. Partindo do pressuposto de que a fotografia é, em si mesma, um signo pudemos concluir que as narrativas produzidas com base no olhar do fotógrafo e a narrativa construída a partir da nossa promenade se constituem como olhares com uma natureza diferente. Esta diferença deve ser assumida como um sinal da riqueza polissémica do edifício arquitetónico, revelada pela fotografia. Palavras-Chave: Arquitetura, Fotografia de arquitetura, Promenade, Narrativas visuais
Autores principais:Lima, José Luís Leal
Assunto:MESTRADO INTEGRADO EM ARQUITETURA ARQUITETURA FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA NARRATIVA VISUAL ARCHITECTURE ARCHITECTURE PHOTOGRAPHY VISUAL NARRATIVE
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Grupo Lusófona
Idioma:português
Origem:ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Descrição
Resumo:No final do século XIX a arquitetura e a fotografia deram início a uma relação de cumplicidade que, adotando vários contornos, chegou até aos nossos dias. Analisando esta relação do ponto de vista da arquitetura, a cumplicidade com a fotografia tornou-se de tal modo essencial que, imaginar a arquitetura sem a presença da fotografia, seria uma experiência mental difícil de resolver. Foi este cenário que contextualizou o nosso trabalho, no qual tomámos como objeto de estudo a Casa de Chá da Boa Nova de Álvaro Siza. Perceber como este edifício foi “captado” pelos olhares de vários fotógrafos; saber refletir sobre o que ficou captado, no sentido de compreender se desoculta ou descobre dimensões que moravam na obra construída pelo arquiteto; colocar em diálogo olhares diferentes; e construir uma narrativa que se constitua como um “meta-olhar” sobre a obra e as suas representações fotográficas, são objetivos que pretendemos atingir com o nosso trabalho. Para concretizar os objetivos acabados de referir desenvolvemos uma metodologia que passou pela análise documental, mas também por uma vertente experimental. Com base na primeira elaborámos três narrativas sustentadas em três reportagens fotográficas sobre a Casa de Chá da Boa Nova. Posteriormente, na vertente experimental, realizámos a nossa promenade visual da Casa de Chá da Boa Nova, que acompanhámos da respetiva narrativa. Tendo como referência fotografia de arquitetura, posteriormente colocámos em diálogo as narrativas construídas a propósito das três reportagens fotográficas e a narrativa por nós construída. Partindo do pressuposto de que a fotografia é, em si mesma, um signo pudemos concluir que as narrativas produzidas com base no olhar do fotógrafo e a narrativa construída a partir da nossa promenade se constituem como olhares com uma natureza diferente. Esta diferença deve ser assumida como um sinal da riqueza polissémica do edifício arquitetónico, revelada pela fotografia. Palavras-Chave: Arquitetura, Fotografia de arquitetura, Promenade, Narrativas visuais