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Ser mulher num mundo de homens : perceções sobre género e desigualdades na Guarda Nacional Republicana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As mulheres encontram-se em desvantagem em inúmeras esferas da vida, e apesar dos inúmeros esforços e estratégias, a nível nacional e internacional, para combater a desigualdade de género, os progressos são lentos. Em Portugal, a Guarda Nacional Republicana “abriu portas” às mulheres em 1994, um passo tardio, dado que outras instituições militares e de segurança pública já haviam iniciado este processo. Apesar da crescente taxa de feminização na GNR nos últimos anos, as mulheres ainda se encontram sub-representadas em todas as categorias profissionais. Neste sentido, pretendeu-se conhecer as desigualdades sentidas pelas mulheres militares na Guarda Nacional Republicana.. Esta dissertação partiu de uma metodologia qualitativa, onde foram entrevistadas 14 mulheres, entre os 22 e os 50 anos, com funções exclusivamente militares do Comando Territorial de Lisboa da GNR. Verificou-se uma tendência, dos homens militares, para lógicas de exclusão e de hostilidade ou, por oposição, de protecionismo, para com as colegas mulheres militares. Confirmou-se que as mulheres tendem a produzir estratégias de manutenção no espaço hegemonicamente masculino, tendo, por isso, a necessidade de demonstrar competência acrescida para o trabalho que é, ainda, visto pela sociedade, como um trabalho masculino. As mulheres, responsáveis pelo cuidado familiar e pela maioria do trabalho doméstico, acabam por priorizar a vida pessoal e a estabilidade familiar, quando enfrentadas com a opção de progressão de carreira ou de saída para uma missão internacional.
Autores principais:Fonseca, Joana Alexandra Ramos da
Assunto:MESTRADO EM RISCOS E VIOLÊNCIA(S) NAS SOCIEDADES ATUAIS: ANÁLISE E INTERVENÇÃO SOCIAL SERVIÇO SOCIAL GÉNERO IGUALDADE DE GÉNEROS MULHERES PESSOAL MILITAR FORÇAS DE SEGURANÇA SOCIAL WORK GENDER WOMEN MILITARY PERSONNEL
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Grupo Lusófona
Idioma:português
Origem:ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Descrição
Resumo:As mulheres encontram-se em desvantagem em inúmeras esferas da vida, e apesar dos inúmeros esforços e estratégias, a nível nacional e internacional, para combater a desigualdade de género, os progressos são lentos. Em Portugal, a Guarda Nacional Republicana “abriu portas” às mulheres em 1994, um passo tardio, dado que outras instituições militares e de segurança pública já haviam iniciado este processo. Apesar da crescente taxa de feminização na GNR nos últimos anos, as mulheres ainda se encontram sub-representadas em todas as categorias profissionais. Neste sentido, pretendeu-se conhecer as desigualdades sentidas pelas mulheres militares na Guarda Nacional Republicana.. Esta dissertação partiu de uma metodologia qualitativa, onde foram entrevistadas 14 mulheres, entre os 22 e os 50 anos, com funções exclusivamente militares do Comando Territorial de Lisboa da GNR. Verificou-se uma tendência, dos homens militares, para lógicas de exclusão e de hostilidade ou, por oposição, de protecionismo, para com as colegas mulheres militares. Confirmou-se que as mulheres tendem a produzir estratégias de manutenção no espaço hegemonicamente masculino, tendo, por isso, a necessidade de demonstrar competência acrescida para o trabalho que é, ainda, visto pela sociedade, como um trabalho masculino. As mulheres, responsáveis pelo cuidado familiar e pela maioria do trabalho doméstico, acabam por priorizar a vida pessoal e a estabilidade familiar, quando enfrentadas com a opção de progressão de carreira ou de saída para uma missão internacional.