Publicação
Satisfação conjugal, satisfação sexual e comunicação : um estudo exploratório com casais à distância
| Resumo: | No contexto de uma sociedade globalizada, onde as deslocações por motivos profissionais são cada vez mais frequentes, torna-se essencial compreender o impacto que a distância física tem na dinâmica dos casais que enfrentam este desafio. Inserido no âmbito da Psicologia da Família e tendo por referência os modelos Sistémico e Socioecológico, o presente estudo pretendeu analisar os níveis de satisfação conjugal, satisfação sexual, e de qualidade da comunicação de indivíduos com relações conjugais à distância (RCD), perceber em que medida estas variáveis se relacionam, e se existem diferenças nos níveis das variáveis em função do género, da regularidade da reunificação entre o casal, da posição que cada parceiro ocupa na RCD, e em função de estarem juntos ou separados no momento em que preencheram o protocolo de avaliação. Foi utilizada uma metodologia de investigação quantitativa transversal, numa amostra não probabilística, de conveniência, composta por 105 participantes (39 homens e 66 mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 66 anos, presentes numa relação de casal exclusiva e heterossexual, em que um dos elementos do casal se encontra geograficamente distante, a maior parte dos dias, por motivos profissionais. Foram utilizados como instrumentos de medida as versões Portuguesas do Couples Satisfaction Index – Short (CSI – 4), da Global Measure of Sexual Satisfaction (GMSEX), da New Scale of Sexual Satisfaction (NSSS), e da subescala de Comunicação do Inventário ENRICH. Através da análise de correlações (r), a satisfação conjugal, a satisfação sexual centrada no EU, a satisfação sexual centrada no parceiro e na atividade sexual, e a qualidade da comunicação, associaram-se positiva e significativamente entre si. Foi ainda encontrada uma associação negativa significativa entre a satisfação sexual global e a satisfação sexual centrada no parceiro. A comparação de dois grupos independentes através do teste t de Student revelou que os homens apresentaram maior satisfação sexual global do que as mulheres, assim como aqueles que se reunificam mais frequentemente com o parceiro. Os participantes que ocupam a posição do membro do casal que se desloca a trabalho reportaram níveis inferiores de satisfação sexual centrada no parceiro e na atividade sexual. Não se verificaram fenómenos de idealização conjugal ou sexual, conforme esperado. Os resultados destacam a importância de estratégias eficazes de comunicação e o uso de ferramentas digitais que permitam manter a conexão emocional e sexual em contextos de separação física. |
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| Autores principais: | Martins, Beatriz Rodrigues |
| Assunto: | PSYCHOLOGY CLINICAL PSYCHOLOGY HEALTH PSYCHOLOGY SEXUAL SATISFACTION MARITAL SATISFACTION COMMUNICATION MARITAL RELATIONSHIPS MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE PSICOLOGIA PSICOLOGIA CLÍNICA PSICOLOGIA DA SAÚDE SATISFAÇÃO SEXUAL SATISFAÇÃO CONJUGAL COMUNICAÇÃO RELACIONAMENTOS CONJUGAIS Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Grupo Lusófona |
| Idioma: | português |
| Origem: | ReCiL - Repositório Científico Lusófona |
| Resumo: | No contexto de uma sociedade globalizada, onde as deslocações por motivos profissionais são cada vez mais frequentes, torna-se essencial compreender o impacto que a distância física tem na dinâmica dos casais que enfrentam este desafio. Inserido no âmbito da Psicologia da Família e tendo por referência os modelos Sistémico e Socioecológico, o presente estudo pretendeu analisar os níveis de satisfação conjugal, satisfação sexual, e de qualidade da comunicação de indivíduos com relações conjugais à distância (RCD), perceber em que medida estas variáveis se relacionam, e se existem diferenças nos níveis das variáveis em função do género, da regularidade da reunificação entre o casal, da posição que cada parceiro ocupa na RCD, e em função de estarem juntos ou separados no momento em que preencheram o protocolo de avaliação. Foi utilizada uma metodologia de investigação quantitativa transversal, numa amostra não probabilística, de conveniência, composta por 105 participantes (39 homens e 66 mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 66 anos, presentes numa relação de casal exclusiva e heterossexual, em que um dos elementos do casal se encontra geograficamente distante, a maior parte dos dias, por motivos profissionais. Foram utilizados como instrumentos de medida as versões Portuguesas do Couples Satisfaction Index – Short (CSI – 4), da Global Measure of Sexual Satisfaction (GMSEX), da New Scale of Sexual Satisfaction (NSSS), e da subescala de Comunicação do Inventário ENRICH. Através da análise de correlações (r), a satisfação conjugal, a satisfação sexual centrada no EU, a satisfação sexual centrada no parceiro e na atividade sexual, e a qualidade da comunicação, associaram-se positiva e significativamente entre si. Foi ainda encontrada uma associação negativa significativa entre a satisfação sexual global e a satisfação sexual centrada no parceiro. A comparação de dois grupos independentes através do teste t de Student revelou que os homens apresentaram maior satisfação sexual global do que as mulheres, assim como aqueles que se reunificam mais frequentemente com o parceiro. Os participantes que ocupam a posição do membro do casal que se desloca a trabalho reportaram níveis inferiores de satisfação sexual centrada no parceiro e na atividade sexual. Não se verificaram fenómenos de idealização conjugal ou sexual, conforme esperado. Os resultados destacam a importância de estratégias eficazes de comunicação e o uso de ferramentas digitais que permitam manter a conexão emocional e sexual em contextos de separação física. |
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