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Protocolos de fluidoterapia e sua avaliação através da Veterinary Point-Of-Care Ultrasound

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A VPOCUS (Veterinary Point-of-Care Ultrasound) representa um conjunto de técnicas especificamente desenvolvidas para detetar não só lesões a nível abdominal, como também a nível torácico. É um exame repetível, objetivo e rápido, sendo desta forma de extrema importância na avaliação diária em doentes traumáticos e instáveis, até na avaliação geral de todos os doentes. Pretendeu-se com o presente estudo verificar a diferenciação da presença de linhas B, como sinal clínico em cães, independentemente dos sinais de SRIS (síndrome de resposta inflamatória sistémica), de modo a referenciar a VPOCUS como uma medida de avaliação dos protocolos de fluidoterapia, no momento da triagem. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 20 cães (n=20) com sinais gastrointestinais, submetidos a avaliação para determinação dos parâmetros de SRIS e ao procedimento de VPOCUS a nível torácico, seguida da introdução de protocolo de fluidoterapia. Estes foram sujeitos a quatro momentos de monitorização, onde foram avaliados os parâmetros de SRIS e realizadas VPOCUS. Os resultados obtidos revelaram que doentes com frequências respiratórias normais tendiam apresentar uma ausência de linhas B mais do que esperado estatisticamente (X2=3,750; gl=1; p=0,053). No grupo de controlo em M1 e em M2, evidenciou que doentes com frequência respiratória elevada apresentavam tendencialmente ausência de linhas B (X2=5,000; gl=1; p=0,025). Foi possível observar ainda uma relação estatística significativa entre a temperatura normal e a ausência de linhas B (X2=4,444; gl=1; p=0,035), no grupo de controlo. Revelou-se também uma relação estatística significativa entre a presença superior a 3 linhas B e a presença de SRIS (X2=8,439; gl=2; p=0,015). No presente estudo não se verificou evidência de que a instituição de protocolos de fluidoterapia (segundo as regras da AAHA), aumentam a existência de linhas B na VPOCUS na triagem, tanto em doentes de SRIS positivo como em doentes de SRIS negativo. Apesar de ainda requerer confirmaçao numa maior amostra populacional, este estudo demonstrou que a implementaçao de fluidoterapia, respeitando protocolos estabelecidos, não provoca desta forma sinais de dispneia respiratória.
Autores principais:Paulino, Diogo Gilberto Coelho
Assunto:MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA VETERINÁRIA MEDICINA VETERINÁRIA VETERINÁRIA FLUIDOTERAPIA CÃES CANÍDEOS SÍNDROME DE RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÉMICA ECOGRAFIA VETERINARY MEDICINE FLUID THERAPY DOGS CANIDS SYSTEMIC INFLAMMATORY RESPONSE SYNDROME ULTRASOUND SCAN
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Grupo Lusófona
Idioma:português
Origem:ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Descrição
Resumo:A VPOCUS (Veterinary Point-of-Care Ultrasound) representa um conjunto de técnicas especificamente desenvolvidas para detetar não só lesões a nível abdominal, como também a nível torácico. É um exame repetível, objetivo e rápido, sendo desta forma de extrema importância na avaliação diária em doentes traumáticos e instáveis, até na avaliação geral de todos os doentes. Pretendeu-se com o presente estudo verificar a diferenciação da presença de linhas B, como sinal clínico em cães, independentemente dos sinais de SRIS (síndrome de resposta inflamatória sistémica), de modo a referenciar a VPOCUS como uma medida de avaliação dos protocolos de fluidoterapia, no momento da triagem. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 20 cães (n=20) com sinais gastrointestinais, submetidos a avaliação para determinação dos parâmetros de SRIS e ao procedimento de VPOCUS a nível torácico, seguida da introdução de protocolo de fluidoterapia. Estes foram sujeitos a quatro momentos de monitorização, onde foram avaliados os parâmetros de SRIS e realizadas VPOCUS. Os resultados obtidos revelaram que doentes com frequências respiratórias normais tendiam apresentar uma ausência de linhas B mais do que esperado estatisticamente (X2=3,750; gl=1; p=0,053). No grupo de controlo em M1 e em M2, evidenciou que doentes com frequência respiratória elevada apresentavam tendencialmente ausência de linhas B (X2=5,000; gl=1; p=0,025). Foi possível observar ainda uma relação estatística significativa entre a temperatura normal e a ausência de linhas B (X2=4,444; gl=1; p=0,035), no grupo de controlo. Revelou-se também uma relação estatística significativa entre a presença superior a 3 linhas B e a presença de SRIS (X2=8,439; gl=2; p=0,015). No presente estudo não se verificou evidência de que a instituição de protocolos de fluidoterapia (segundo as regras da AAHA), aumentam a existência de linhas B na VPOCUS na triagem, tanto em doentes de SRIS positivo como em doentes de SRIS negativo. Apesar de ainda requerer confirmaçao numa maior amostra populacional, este estudo demonstrou que a implementaçao de fluidoterapia, respeitando protocolos estabelecidos, não provoca desta forma sinais de dispneia respiratória.