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Mudam-se os tempos... Mudam-se as identidades : uma perspectiva diacrónica de mudanças e continuidades

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas últimas três décadas, ocorreram, em Portugal, processos de democratização política e de modernização da sociedade e das instituições, tendo como impulso as vontades nacionais e as mudanças ocorridas no Mundo em globalização, lideradas, no campo da Educação, pela integração de Portugal na União Europeia e por poderosos agentes transnacionais. As reformas constituiram instrumentos de mudança das organizações escolares e do sistema educativo e à sua implementação correspondeu uma mudança de paradigma educativo e organizacional, a criação de uma escola para todos, a emergência de novos alunos e de novos mandatos à Escola, a que não são alheios os pressupostos de uma economia neoliberal generalizada, competitiva e deslocalizante dos indivíduos, exigindo novas respostas educativas. Constituiram também impulsos à (re)configuração do que significa ser professor, reformulando o desempenho e a “performatividade” docente (Ball, 2002), induzindo uma nova “identidade social” (Bernstein, 1996 e Dubar, 2006), produzindo novos modos de “fabricação da alma dos professores” (Foucault, 1996). Neste quadro, procurámos compreender as representações de professores sobre o processo de (re)construção identitária permanente do sujeito profissional, como meio de desocultar a circunstância e os factores de acomodação, resistência ou mudança.
Autores principais:Macara, Maria Teresa
Assunto:EDUCAÇÃO GLOBALIZAÇÃO IDENTIDADE PROFESSORES MUDANÇAS SOCIAIS EDUCATION GLOBALISATION IDENTITY TEACHERS SOCIAL CHANGES
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Grupo Lusófona
Idioma:português
Origem:ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Descrição
Resumo:Nas últimas três décadas, ocorreram, em Portugal, processos de democratização política e de modernização da sociedade e das instituições, tendo como impulso as vontades nacionais e as mudanças ocorridas no Mundo em globalização, lideradas, no campo da Educação, pela integração de Portugal na União Europeia e por poderosos agentes transnacionais. As reformas constituiram instrumentos de mudança das organizações escolares e do sistema educativo e à sua implementação correspondeu uma mudança de paradigma educativo e organizacional, a criação de uma escola para todos, a emergência de novos alunos e de novos mandatos à Escola, a que não são alheios os pressupostos de uma economia neoliberal generalizada, competitiva e deslocalizante dos indivíduos, exigindo novas respostas educativas. Constituiram também impulsos à (re)configuração do que significa ser professor, reformulando o desempenho e a “performatividade” docente (Ball, 2002), induzindo uma nova “identidade social” (Bernstein, 1996 e Dubar, 2006), produzindo novos modos de “fabricação da alma dos professores” (Foucault, 1996). Neste quadro, procurámos compreender as representações de professores sobre o processo de (re)construção identitária permanente do sujeito profissional, como meio de desocultar a circunstância e os factores de acomodação, resistência ou mudança.