Publicação
Percepção de competência parental e estilos parentais em mulheres : vítimas de violência doméstica
| Resumo: | O exercício da parentalidade por mulheres vítimas da violência a intimidade (VRI) tem suscitado elevado interesse no decorrer dos últimos anos, pois, trata-se de um assunto que ainda está pouco explorado na literatura. O presente estudo, pretende analisar os preditores da parentalidade de mães vítimas de VRI, usando como preditores variáveis sociodemográficas, variáveis maternas e variáveis da criança. O método proposto para recolha de dados consiste num design transversal. Participaram no estudo 155 mães e 155 crianças em idade pré-escolar ou escolar (4 aos 10 anos de idade). Esta amostra foi recolhida em casas abrigo; instituições de apoio a vítimas e comissões de proteção de menores, após os consentimentos e autorizações terem sido obtidos. Foi pedido às participantes que preenchessem um protocolo de instrumentos de auto-relato. Os resultados demonstram que a competência materna e as práticas parentais se associaram nas direcções esperadas com as variáveis de ajustamento psicológico materno e da parentalidade. Emergiram como preditores significativos do sentimento de competência materna: sintomas de stress pós-traumático e o suporte social (ajustamento psicológico materno). A restrição de papel parental surgiu como o único preditor significativo contribuindo para o aumento da variância explicada pela competência materna. Emergiram como preditores significativos das práticas parentais: risco social que contribuiu significativamente para o aumento da variância e, experiências adversas na infância, surgiu como o único preditor (ajustamento psicológico materno). As variáveis relacionadas com a parentalidade e com os filhos não melhoraram a variância explicada nas práticas parentais. Implicações destes resultados para a psicologia clínica foram discutidas. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Eduarda Sofia Santos |
| Assunto: | MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE PSICOLOGIA VIOLÊNCIA CONJUGAL INTIMIDADE SENTIMENTOS MATERNIDADE ESTILOS PARENTAIS PSYCHOLOGY CONJUGAL VIOLENCE INTIMACY FEELINGS MATERNITY PARENTING STYLES |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Grupo Lusófona |
| Idioma: | português |
| Origem: | ReCiL - Repositório Científico Lusófona |
| Resumo: | O exercício da parentalidade por mulheres vítimas da violência a intimidade (VRI) tem suscitado elevado interesse no decorrer dos últimos anos, pois, trata-se de um assunto que ainda está pouco explorado na literatura. O presente estudo, pretende analisar os preditores da parentalidade de mães vítimas de VRI, usando como preditores variáveis sociodemográficas, variáveis maternas e variáveis da criança. O método proposto para recolha de dados consiste num design transversal. Participaram no estudo 155 mães e 155 crianças em idade pré-escolar ou escolar (4 aos 10 anos de idade). Esta amostra foi recolhida em casas abrigo; instituições de apoio a vítimas e comissões de proteção de menores, após os consentimentos e autorizações terem sido obtidos. Foi pedido às participantes que preenchessem um protocolo de instrumentos de auto-relato. Os resultados demonstram que a competência materna e as práticas parentais se associaram nas direcções esperadas com as variáveis de ajustamento psicológico materno e da parentalidade. Emergiram como preditores significativos do sentimento de competência materna: sintomas de stress pós-traumático e o suporte social (ajustamento psicológico materno). A restrição de papel parental surgiu como o único preditor significativo contribuindo para o aumento da variância explicada pela competência materna. Emergiram como preditores significativos das práticas parentais: risco social que contribuiu significativamente para o aumento da variância e, experiências adversas na infância, surgiu como o único preditor (ajustamento psicológico materno). As variáveis relacionadas com a parentalidade e com os filhos não melhoraram a variância explicada nas práticas parentais. Implicações destes resultados para a psicologia clínica foram discutidas. |
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