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Efeitos do treino muscular expiratório e abdominal na mecânica pulmonar e em parâmetros fisiológicos de pessoas com DPOC: uma "scoping review"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A DPOC é uma das patologias com mais alto índice incapacitante, estando diretamente associada a fraqueza muscular respiratória. Entre as valências do treino respiratório, as técnicas de fortalecimento dos músculos inspiratórios têm sido amplamente estudadas, mas pouco se sabe sobre o treino muscular abdominal e expiratório, podendo este ser uma válida estratégia para melhorar tanto a força muscular respiratória, a tolerância ao exercício e os parâmetros ventilatórios na DPOC. O objetivo dessa revisão foi Identificar e descrever as estratégias de fortalecimento muscular expiratório e abdominal e respetivos efeitos em parâmetros ventilatórios de pessoas com DPOC. Esta “scoping review” foi realizada de acordo com as guidelines do The PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA- ScR). As pesquisas foram realizadas nas bases de dados Pubmed (Medline), Embase, LILACS, PEDro e CENTRAL of Cochrane. Foram inseridos 6 estudos randomised controlled trial (RCTs) com um total de 170 participantes, 83% homens, nos estádios da DPOC entre II (moderado), III (grave) ou IV (muito grave). As estratégias de treinos inseridos foram: treino muscular expiratório com Threshold®, fortalecimento específico dos músculos abdominais e pilates. O treino muscular expiratório com Threshold® resultou no aumento da força e resistência muscular expiratória, na distância percorrida no teste de 6 minutos, assim como na dispneia e na qualidade de vida. O método Pilates não encontrou alterações no grupo com DPOC. E por último o treino específico dos músculos abdominais resultou no aumento da potência máxima tolerada e na pressão alveolar máxima, mas sem qualquer alteração nos parâmetros da função respiratória. Relativamente às alterações dos parâmetros e padrões respiratórios a partir do fortalecimento dos músculos expiratórios e abdominais, há pouca evidência científica atual, os estudos encontrados são heterogéneos em termos de intervenção e outcomes. Embora evidenciado benefícios nos padrões respiratórios mais estudos são necessários.
Autores principais:Uieti, Suzelaine Alves
Assunto:Doença pulmonar obstrutiva crónica Músculos respiratórios Treino dos músculos da ventilação Pilates
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
Descrição
Resumo:A DPOC é uma das patologias com mais alto índice incapacitante, estando diretamente associada a fraqueza muscular respiratória. Entre as valências do treino respiratório, as técnicas de fortalecimento dos músculos inspiratórios têm sido amplamente estudadas, mas pouco se sabe sobre o treino muscular abdominal e expiratório, podendo este ser uma válida estratégia para melhorar tanto a força muscular respiratória, a tolerância ao exercício e os parâmetros ventilatórios na DPOC. O objetivo dessa revisão foi Identificar e descrever as estratégias de fortalecimento muscular expiratório e abdominal e respetivos efeitos em parâmetros ventilatórios de pessoas com DPOC. Esta “scoping review” foi realizada de acordo com as guidelines do The PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA- ScR). As pesquisas foram realizadas nas bases de dados Pubmed (Medline), Embase, LILACS, PEDro e CENTRAL of Cochrane. Foram inseridos 6 estudos randomised controlled trial (RCTs) com um total de 170 participantes, 83% homens, nos estádios da DPOC entre II (moderado), III (grave) ou IV (muito grave). As estratégias de treinos inseridos foram: treino muscular expiratório com Threshold®, fortalecimento específico dos músculos abdominais e pilates. O treino muscular expiratório com Threshold® resultou no aumento da força e resistência muscular expiratória, na distância percorrida no teste de 6 minutos, assim como na dispneia e na qualidade de vida. O método Pilates não encontrou alterações no grupo com DPOC. E por último o treino específico dos músculos abdominais resultou no aumento da potência máxima tolerada e na pressão alveolar máxima, mas sem qualquer alteração nos parâmetros da função respiratória. Relativamente às alterações dos parâmetros e padrões respiratórios a partir do fortalecimento dos músculos expiratórios e abdominais, há pouca evidência científica atual, os estudos encontrados são heterogéneos em termos de intervenção e outcomes. Embora evidenciado benefícios nos padrões respiratórios mais estudos são necessários.