Publicação
Desafios e boas práticas na aplicação da Inteligência Artificial à saúde no espaço Lusófono: Abordagem ética e inovadora dos sistemas de saúde
| Resumo: | A inteligência artificial (IA) está a transformar o setor da saúde, impulsionando a transição de modelos reativos para abordagens proativas, preventivas e personalizadas. A integração de tecnologias digitais e ciência de dados melhora diagnósticos, decisões clínicas e gestão de recursos, mas também levanta desafios éticos, legais e sociais que exigem responsabilidade na implementação. Privacidade, segurança da informação, viés algorítmico e transparência reforçam a importância da bioética, literacia digital e capacitação profissional. No espaço lusófono, com diferentes níveis de digitalização e recursos, a adoção da IA apresenta oportunidades e desafios específicos, exigindo cooperação e partilha de boas práticas para promover sistemas de saúde mais equitativos e sustentáveis. Analisar os principais desafios e identificar eixos de boas práticas na aplicação da IA à saúde no espaço lusófono. Revisão descritiva de literatura publicada entre 2020 e 2025 nas bases PubMed e Web of Science, utilizando os descritores: saúde digital, bioética e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O estudo identifica elevado potencial inovador e desafios estruturais na implementação da IA em saúde. As boas práticas distribuem-se por quatro eixos principais: • Regulação e governança de dados: Em Portugal, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde asseguram interoperabilidade e funcionamento contínuo (24 h/dia) em cerca de duas mil unidades do Sistema Nacional de Saúde. • Capacitação em saúde digital: Em Cabo Verde, o Plano Estratégico de Desenvolvimento dos Recursos Humanos em Saúde 2022-2026, em articulação com o Programa Nacional de Telemedicina, reforça a literacia digital e promove a equidade no acesso a cuidados especializados em zonas remotas. • Interoperabilidade tecnológica e integração de sistemas: Em Portugal, a Administração Regional de Saúde do Algarve utiliza algoritmos de IA certificados para deteção de patologias em radiografias, apoiada por nova infraestrutura tecnológica e data center com acesso remoto. • Ética aplicada e bioética: No Brasil, o Ministério da Saúde e investigadores desenvolvem projetos de chatbots de vigilância pós-alta e prescrição inteligente no Sistema Único de Saúde, priorizando justiça, transparência e segurança. A consolidação da IA na saúde lusófona requer equilíbrio entre inovação e responsabilidade, com reforço da regulação, formação, interoperabilidade e ética aplicada, assegurando uma transformação digital responsável, inclusiva e sustentável. |
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| Autores principais: | Brito, Elisabete |
| Outros Autores: | Miguel, Flávio; Silva, Mafalda; Fernandes, Marcília; Dias, Maria do Rosário; Lopes, Paula; Rito, Rosane; da Costa Lopes, Paula Maria |
| Assunto: | Saúde digital Bioética Inteligência artificial Sistemas de saúde Espaço lusófono |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto |
| Resumo: | A inteligência artificial (IA) está a transformar o setor da saúde, impulsionando a transição de modelos reativos para abordagens proativas, preventivas e personalizadas. A integração de tecnologias digitais e ciência de dados melhora diagnósticos, decisões clínicas e gestão de recursos, mas também levanta desafios éticos, legais e sociais que exigem responsabilidade na implementação. Privacidade, segurança da informação, viés algorítmico e transparência reforçam a importância da bioética, literacia digital e capacitação profissional. No espaço lusófono, com diferentes níveis de digitalização e recursos, a adoção da IA apresenta oportunidades e desafios específicos, exigindo cooperação e partilha de boas práticas para promover sistemas de saúde mais equitativos e sustentáveis. Analisar os principais desafios e identificar eixos de boas práticas na aplicação da IA à saúde no espaço lusófono. Revisão descritiva de literatura publicada entre 2020 e 2025 nas bases PubMed e Web of Science, utilizando os descritores: saúde digital, bioética e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O estudo identifica elevado potencial inovador e desafios estruturais na implementação da IA em saúde. As boas práticas distribuem-se por quatro eixos principais: • Regulação e governança de dados: Em Portugal, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde asseguram interoperabilidade e funcionamento contínuo (24 h/dia) em cerca de duas mil unidades do Sistema Nacional de Saúde. • Capacitação em saúde digital: Em Cabo Verde, o Plano Estratégico de Desenvolvimento dos Recursos Humanos em Saúde 2022-2026, em articulação com o Programa Nacional de Telemedicina, reforça a literacia digital e promove a equidade no acesso a cuidados especializados em zonas remotas. • Interoperabilidade tecnológica e integração de sistemas: Em Portugal, a Administração Regional de Saúde do Algarve utiliza algoritmos de IA certificados para deteção de patologias em radiografias, apoiada por nova infraestrutura tecnológica e data center com acesso remoto. • Ética aplicada e bioética: No Brasil, o Ministério da Saúde e investigadores desenvolvem projetos de chatbots de vigilância pós-alta e prescrição inteligente no Sistema Único de Saúde, priorizando justiça, transparência e segurança. A consolidação da IA na saúde lusófona requer equilíbrio entre inovação e responsabilidade, com reforço da regulação, formação, interoperabilidade e ética aplicada, assegurando uma transformação digital responsável, inclusiva e sustentável. |
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