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Espaço entre os dedos: andamentos de uma vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este projeto de pesquisa e investigação artística explora a interseção entre arte e quotidiano, utilizando a ação performativa como prática e a autoetnografia como metodologia central para refletir sobre a identidade em constante devir e como experiências aparentemente insignificantes ou negligenciadas contribuem para as narrativas pessoais. Sustenta-se na autoetnografia como metodologia, utilizando a própria vida da investigadora, particularmente a performatividade do feminino no espaço doméstico, como local de investigação artística. Socorre-se do conceito de ‘écriture féminine’ de Hélène Cixous, reconhecendo a escrita e a documentação como atos performativos, e dos movimentos artísticos proto-performativos como o Fluxus, incorporando instruções de texto, imagens e objetos como elementos que elevam ações mundanas a expressões artísticas. Inspirado na Carrier Bag Theory of Fiction (1986) de Ursula K. Le Guin, e em práticas artísticas que utilizam a vida quotidiana como material criativo o projeto enfatiza o ato de recolher e documentar experiências do dia a dia como forma de criar um arquivo vivo. Ao centrar-se no ‘espaço entre os dedos’- gestos e ações subtis da vida quotidiana - o projeto pretende revelar o impacto do quotidiano na formação da identidade e a sua investigação cria um espaço onde o performativo e a narrativa pessoal se fundem, levando a uma reavaliação do significado do quotidiano e do feminino na construção do eu como um work in progress.
Autores principais:Bastos, Margarida Bezerra de Sousa Lopes e
Assunto:Identidade Autoetnografia Performatividade Quotidiano Devir
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
Descrição
Resumo:Este projeto de pesquisa e investigação artística explora a interseção entre arte e quotidiano, utilizando a ação performativa como prática e a autoetnografia como metodologia central para refletir sobre a identidade em constante devir e como experiências aparentemente insignificantes ou negligenciadas contribuem para as narrativas pessoais. Sustenta-se na autoetnografia como metodologia, utilizando a própria vida da investigadora, particularmente a performatividade do feminino no espaço doméstico, como local de investigação artística. Socorre-se do conceito de ‘écriture féminine’ de Hélène Cixous, reconhecendo a escrita e a documentação como atos performativos, e dos movimentos artísticos proto-performativos como o Fluxus, incorporando instruções de texto, imagens e objetos como elementos que elevam ações mundanas a expressões artísticas. Inspirado na Carrier Bag Theory of Fiction (1986) de Ursula K. Le Guin, e em práticas artísticas que utilizam a vida quotidiana como material criativo o projeto enfatiza o ato de recolher e documentar experiências do dia a dia como forma de criar um arquivo vivo. Ao centrar-se no ‘espaço entre os dedos’- gestos e ações subtis da vida quotidiana - o projeto pretende revelar o impacto do quotidiano na formação da identidade e a sua investigação cria um espaço onde o performativo e a narrativa pessoal se fundem, levando a uma reavaliação do significado do quotidiano e do feminino na construção do eu como um work in progress.