Publicação
Fotografia e representação: a redistribuição dos lugares na fotografia participativa
| Resumo: | O presente Ensaio visa refletir sobre o imaginário usado para representar grupos vulneráveis e marginalizados da sociedade e considerar novas formas de abordagem. Adotam-se formas alternativas de autoria na produção de imagens, a partir de um projeto fotográfico participativo que remodela a posição autoral tradicional do fotógrafo por meio da colaboração da pessoa fotografada, desmontando a ideia do fotógrafo como observador especial e privilegiado. Numa estratégia pautada pela valorização da dimensão do encontro entre aquele que fotografa e aquele que é fotografado, questiona-se a definição convencional de autoria individual e as relações entre o fotógrafo e os seus sujeitos. Neste estudo, destacam-se as várias questões que gravitam em torno da representação fotográfica e ensaia-se a possibilidade subversiva de um desvio as convenções da fotografia documental através de um projeto prático de fotografia participativa/colaborativa. Partindo, no contexto da toxicodependência, da identidade do sujeito, constrói- se uma história visual, tomando como hipótese a redistribuição de lugares na fotografia. Será também a volta desta redistribuição que se deverá analisar até que ponto a fotografia documental pode beneficiar com a introdução de práticas colaborativas e participativas. Simultaneamente, avalia-se se estas práticas fotográficas podem oferecer uma compreensão mais matizada, complexa e diversificada nas representações fotográficas de grupos vulneráveis e minorias (e ponderamos uma redefinição do papel do fotógrafo no contexto da fotografia contemporânea). Os resultados demonstram que o ato fotográfico pode assumir uma inter-relação humana entre o registo e a sequência do acontecimento onde o fotógrafo faz algo para além de fotografar e onde o fotografado faz o acontecimento, mas também o seu registo, com um poder de decisão do que mostra. |
|---|---|
| Autores principais: | Campos, Isabel Maria Ferreira de Sousa Leal Costa |
| Assunto: | Fotografia Participação Colaboração Representação Sujeitos vulneráveis Photography Participation Collaboration Representation Vulnerable subjects |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto |
| Resumo: | O presente Ensaio visa refletir sobre o imaginário usado para representar grupos vulneráveis e marginalizados da sociedade e considerar novas formas de abordagem. Adotam-se formas alternativas de autoria na produção de imagens, a partir de um projeto fotográfico participativo que remodela a posição autoral tradicional do fotógrafo por meio da colaboração da pessoa fotografada, desmontando a ideia do fotógrafo como observador especial e privilegiado. Numa estratégia pautada pela valorização da dimensão do encontro entre aquele que fotografa e aquele que é fotografado, questiona-se a definição convencional de autoria individual e as relações entre o fotógrafo e os seus sujeitos. Neste estudo, destacam-se as várias questões que gravitam em torno da representação fotográfica e ensaia-se a possibilidade subversiva de um desvio as convenções da fotografia documental através de um projeto prático de fotografia participativa/colaborativa. Partindo, no contexto da toxicodependência, da identidade do sujeito, constrói- se uma história visual, tomando como hipótese a redistribuição de lugares na fotografia. Será também a volta desta redistribuição que se deverá analisar até que ponto a fotografia documental pode beneficiar com a introdução de práticas colaborativas e participativas. Simultaneamente, avalia-se se estas práticas fotográficas podem oferecer uma compreensão mais matizada, complexa e diversificada nas representações fotográficas de grupos vulneráveis e minorias (e ponderamos uma redefinição do papel do fotógrafo no contexto da fotografia contemporânea). Os resultados demonstram que o ato fotográfico pode assumir uma inter-relação humana entre o registo e a sequência do acontecimento onde o fotógrafo faz algo para além de fotografar e onde o fotografado faz o acontecimento, mas também o seu registo, com um poder de decisão do que mostra. |
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