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Propriedades promotoras de saúde dos subprodutos cervejeiros: uma revisão sobre o seu potencial antioxidante

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A indústria cervejeira gera ~85% dos resíduos do setor sob a forma de subprodutos, cuja valorização é crucial para a economia circular. Entre estes, destacam-se o bagaço de malte (BM), resíduos de lúpulo (RL) e levedura residual (LR), pelos compostos bioativos com potencial antioxidante (Vieira et al., 2017). Compilar informação sobre a atividade antioxidante de subprodutos cervejeiros. Revisão narrativa com pesquisa nas bases de dados PubMed e Web of Science, utilizando as palavras-chave “Brewing industry”, “Beer”, “Antioxidant activity” e “Brewers’ spent”, e incluindo artigos experimentais redigidos em inglês sem limite temporal de pesquisa. Obtiveram-se 12 artigos. No caso de BM, avaliou-se a atividade antioxidante através dos ensaios do DPPH, ORAC, ABTS e FRAP. Obtiveram-se valores de DPPH entre 10,66±0,02 - 93,71±2,61% (melhor resultado com extração aquosa). No ORAC, os valores oscilaram entre 13,59±2,15 - 163,73±3,76 µmol GAE/g, entre 0,88±0,01 - 3,59±0,17 mmol TE/g (melhor resultado com extração alcalina) e entre 0,26±0,01 - 1168,83±92,16 μmol TE/g proteína (melhor resultado com processos proteicos). Para o ABTS, os valores variaram entre 4,87±0,11 - 85,49±2,96 μmol TE/g, entre 0,075±0,007 e 0,273±0,006 mmol TE/g, (melhores resultados com extração alcalina), entre 8,15±0,39 e 94%, (melhor resultado com extração com processos proteicos), e entre 0,94 e 1,35 μM Trolox/100 g, (melhor com extração hidroalcoólica). No FRAP obtiveram-se valores entre 0,024±0,005 - 0,360±0,006 mmol TE/g, e entre 114,15±5,65 e 148,62±5,16 μM (melhores resultados para extração enzimática). Os resultados relativos ao IC₅₀ (ABTS = 4,67-8,52 mg/ml e FRAP = 5,18-7,00 mg/ml) apresentaram valores baixos de atividade antioxidante. No RL, realizaram-se ensaios como o DPPH, ABTS, FRAP evidenciando-se os resultados relativos ao DPPH (73,39±3,20% a 91,04±5,34%) e ABTS (5,39±0,09 e 8,91±0,13%), em extrações aquosas. No LR, obteve-se, para o FRAP, um valor de 381±1 mM TE/mL e para DPPH valores de IC50 entre 1,97±0,02 - 23,31 mg/mL (melhor resultado em extração aquosa) (Connoly et al., 2021; Petron et al., 2021). Os subprodutos cervejeiros demonstraram, com otimização de condições extrativas, boa atividade antioxidante, realçando o seu elevado potencial como fontes sustentáveis de compostos bioativos.
Autores principais:Reis, Joana
Outros Autores:Teixeira, João; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel; Oliveira, Ana Isabel
Assunto:Subprodutos cervejeiros Bagaço de malte Levedura residual Resíduo de lúpulo Atividade antioxidante
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
Descrição
Resumo:A indústria cervejeira gera ~85% dos resíduos do setor sob a forma de subprodutos, cuja valorização é crucial para a economia circular. Entre estes, destacam-se o bagaço de malte (BM), resíduos de lúpulo (RL) e levedura residual (LR), pelos compostos bioativos com potencial antioxidante (Vieira et al., 2017). Compilar informação sobre a atividade antioxidante de subprodutos cervejeiros. Revisão narrativa com pesquisa nas bases de dados PubMed e Web of Science, utilizando as palavras-chave “Brewing industry”, “Beer”, “Antioxidant activity” e “Brewers’ spent”, e incluindo artigos experimentais redigidos em inglês sem limite temporal de pesquisa. Obtiveram-se 12 artigos. No caso de BM, avaliou-se a atividade antioxidante através dos ensaios do DPPH, ORAC, ABTS e FRAP. Obtiveram-se valores de DPPH entre 10,66±0,02 - 93,71±2,61% (melhor resultado com extração aquosa). No ORAC, os valores oscilaram entre 13,59±2,15 - 163,73±3,76 µmol GAE/g, entre 0,88±0,01 - 3,59±0,17 mmol TE/g (melhor resultado com extração alcalina) e entre 0,26±0,01 - 1168,83±92,16 μmol TE/g proteína (melhor resultado com processos proteicos). Para o ABTS, os valores variaram entre 4,87±0,11 - 85,49±2,96 μmol TE/g, entre 0,075±0,007 e 0,273±0,006 mmol TE/g, (melhores resultados com extração alcalina), entre 8,15±0,39 e 94%, (melhor resultado com extração com processos proteicos), e entre 0,94 e 1,35 μM Trolox/100 g, (melhor com extração hidroalcoólica). No FRAP obtiveram-se valores entre 0,024±0,005 - 0,360±0,006 mmol TE/g, e entre 114,15±5,65 e 148,62±5,16 μM (melhores resultados para extração enzimática). Os resultados relativos ao IC₅₀ (ABTS = 4,67-8,52 mg/ml e FRAP = 5,18-7,00 mg/ml) apresentaram valores baixos de atividade antioxidante. No RL, realizaram-se ensaios como o DPPH, ABTS, FRAP evidenciando-se os resultados relativos ao DPPH (73,39±3,20% a 91,04±5,34%) e ABTS (5,39±0,09 e 8,91±0,13%), em extrações aquosas. No LR, obteve-se, para o FRAP, um valor de 381±1 mM TE/mL e para DPPH valores de IC50 entre 1,97±0,02 - 23,31 mg/mL (melhor resultado em extração aquosa) (Connoly et al., 2021; Petron et al., 2021). Os subprodutos cervejeiros demonstraram, com otimização de condições extrativas, boa atividade antioxidante, realçando o seu elevado potencial como fontes sustentáveis de compostos bioativos.