Publicação
Finanças comportamentais
| Resumo: | As Finanças Comportamentais surgem como um complemento às Finanças Tradicionais (Racionais) e juntam as áreas da Psicologia e da Sociologia ao universo das Finanças. Este abrangente conceito interage com várias outras noções financeiras que serão abordadas nesta dissertação. Destacam-se os conceitos da Teoria da Perspetiva, a Contabilidade Mental, a Eficiência dos Mercados e a Teoria da Utilidade Esperada, que confrontam a ideia clássica das Finanças Racionais. O estudo de Kahneman e Tversky (1979) sobre a Teoria da Perspetiva, acrescido das questões da Contabilidade Mental do estudo de Kahneman e Tversky (1984), são replicados nesta investigação. Procura-se perceber e analisar se nestas questões enquadradas em ambiente de risco e incerteza são obtidos os mesmos resultados dos estudos originais. Para o efeito, tratou-se uma amostra de conveniência composta por 406 inquiridos (investidores e não investidores, e conhecedores e não conhecedores do conceito de Finanças Comportamentais). Verificou-se que existem pequenas diferenças entre os dois estudos, nomeadamente em duas questões ligadas ao Efeito Certeza e numa questão ligada à Contabilidade Mental, onde as respostas foram divergentes do estudo original. Numa segunda análise à amostra em estudo procurou-se perceber se o facto de ser investidor ou não investidor influenciaria as respostas. Verificaram-se algumas diferenças nos resultados para os dois grupos, demonstrando a existência de desigualdades entre os dois grupos de inquiridos nas questões ligadas ao Efeito Reflexão, à Função Valor, à Função Ponderação e à Contabilidade Mental. Também foi analisado o impacto que o conhecimento ou não do conceito de Finanças Comportamentais traria nas respostas. Concluiu-se que não apresentou diferenças significativas. Em termos gerais comprovou-se a replicabilidade dos estudos originais, corroborando a Teoria da Perspetiva e da Contabilidade Mental. |
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| Autores principais: | Marques, João Filipe Borges |
| Assunto: | Finanças comportamentais Teoria da perspetiva Contabilidade mental Teoria da utilidade esperada Eficiência dos mercados Risco Incerteza Behavioral finance Prospect theory Mental accounting Risk Uncertainty |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto |
| Resumo: | As Finanças Comportamentais surgem como um complemento às Finanças Tradicionais (Racionais) e juntam as áreas da Psicologia e da Sociologia ao universo das Finanças. Este abrangente conceito interage com várias outras noções financeiras que serão abordadas nesta dissertação. Destacam-se os conceitos da Teoria da Perspetiva, a Contabilidade Mental, a Eficiência dos Mercados e a Teoria da Utilidade Esperada, que confrontam a ideia clássica das Finanças Racionais. O estudo de Kahneman e Tversky (1979) sobre a Teoria da Perspetiva, acrescido das questões da Contabilidade Mental do estudo de Kahneman e Tversky (1984), são replicados nesta investigação. Procura-se perceber e analisar se nestas questões enquadradas em ambiente de risco e incerteza são obtidos os mesmos resultados dos estudos originais. Para o efeito, tratou-se uma amostra de conveniência composta por 406 inquiridos (investidores e não investidores, e conhecedores e não conhecedores do conceito de Finanças Comportamentais). Verificou-se que existem pequenas diferenças entre os dois estudos, nomeadamente em duas questões ligadas ao Efeito Certeza e numa questão ligada à Contabilidade Mental, onde as respostas foram divergentes do estudo original. Numa segunda análise à amostra em estudo procurou-se perceber se o facto de ser investidor ou não investidor influenciaria as respostas. Verificaram-se algumas diferenças nos resultados para os dois grupos, demonstrando a existência de desigualdades entre os dois grupos de inquiridos nas questões ligadas ao Efeito Reflexão, à Função Valor, à Função Ponderação e à Contabilidade Mental. Também foi analisado o impacto que o conhecimento ou não do conceito de Finanças Comportamentais traria nas respostas. Concluiu-se que não apresentou diferenças significativas. Em termos gerais comprovou-se a replicabilidade dos estudos originais, corroborando a Teoria da Perspetiva e da Contabilidade Mental. |
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