Publicação

Perceção da realidade versus realidade profissional em utentes com amputação unilateral do membro inferior protetizados

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo deste estudo é a perceção do amputado do membro inferior (MI), quanto à deambulação com o recurso a uma prótese, quanto ao bem-estar e aparência da mesma, elaborando ao mesmo tempo, uma análise socioprofissional demográfica e clínica dos referidos amputados, no sentido de estabelecer padrões e relações que lhes permita uma melhor qualidade de vida. Utilizamos o método quantitativo com a elaboração de dois questionários: um de dados socioprofissionais, demográficos e clínicos e um PEQ-PT. Obtivemos e tratamos estatisticamente a resposta de 103 amputados do MI. Como principais resultados obtivemos: Os valores atribuídos à deambulação, ao bem-estar e à aparência, foram, em média, respetivamente de 59,3%, 62,7% e 75,3%. Quanto à atividade laboral atual, há um maior número de empregados para idades até aos 45 anos e menor depois dessa idade e ainda que o número de empregados é maior para os que possuem habilitações literárias correspondentes ao ensino superior ou secundário e menor para habilitações inferiores. Um elevado número (80,6%) refere que por ser amputado tem um aumento dos gastos financeiros mensais e um significativo número (41,7%) refere que, para além do referido aumento de gastos, tem uma diminuição dos rendimentos financeiros mensais. O valor atribuído à aparência da prótese para o sexo masculino e feminino, foi, em média, respetivamente de 79,32% e 65,03%, sendo a diferença estatisticamente significativa. Concluímos o seguinte: O amputado do MI possui em média uma boa perceção em relação à sua deambulação com prótese, bem-estar e aparência, com predominância do valor atribuído à aparência. A idade com que ocorreu a amputação e a escolaridade do amputado, encontram-se relacionadas com a empregabilidade após a amputação. Existe um aumento de custos e uma diminuição de rendimentos do amputado após a amputação/protetização. Existe diferença estatisticamente significativa entre o valor atribuído à aparência da prótese consoante o sexo do amputado.
Autores principais:Rocha, Jackelyn Marlene Guedes da
Assunto:Amputação Membro inferior Bem-estar Aparência amputados Miembro inferior Marcha Lower-limb amputees Well-being Appearance
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo é a perceção do amputado do membro inferior (MI), quanto à deambulação com o recurso a uma prótese, quanto ao bem-estar e aparência da mesma, elaborando ao mesmo tempo, uma análise socioprofissional demográfica e clínica dos referidos amputados, no sentido de estabelecer padrões e relações que lhes permita uma melhor qualidade de vida. Utilizamos o método quantitativo com a elaboração de dois questionários: um de dados socioprofissionais, demográficos e clínicos e um PEQ-PT. Obtivemos e tratamos estatisticamente a resposta de 103 amputados do MI. Como principais resultados obtivemos: Os valores atribuídos à deambulação, ao bem-estar e à aparência, foram, em média, respetivamente de 59,3%, 62,7% e 75,3%. Quanto à atividade laboral atual, há um maior número de empregados para idades até aos 45 anos e menor depois dessa idade e ainda que o número de empregados é maior para os que possuem habilitações literárias correspondentes ao ensino superior ou secundário e menor para habilitações inferiores. Um elevado número (80,6%) refere que por ser amputado tem um aumento dos gastos financeiros mensais e um significativo número (41,7%) refere que, para além do referido aumento de gastos, tem uma diminuição dos rendimentos financeiros mensais. O valor atribuído à aparência da prótese para o sexo masculino e feminino, foi, em média, respetivamente de 79,32% e 65,03%, sendo a diferença estatisticamente significativa. Concluímos o seguinte: O amputado do MI possui em média uma boa perceção em relação à sua deambulação com prótese, bem-estar e aparência, com predominância do valor atribuído à aparência. A idade com que ocorreu a amputação e a escolaridade do amputado, encontram-se relacionadas com a empregabilidade após a amputação. Existe um aumento de custos e uma diminuição de rendimentos do amputado após a amputação/protetização. Existe diferença estatisticamente significativa entre o valor atribuído à aparência da prótese consoante o sexo do amputado.