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"Hompesch chez moi": o documentário como registo contra o esquecimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este ensaio explora a relação do cinema com a memória e o esquecimento, considerando que o documentário pode funcionar como um “lugar de memória”, conceito de Pierre Nora, e ter a capacidade de construir memórias e controlar as lembranças, através do registo fílmico de uma morte anunciada. Neste caso, o sujeito retratado é Daniel Hompesch, pintor belga a residir em Portugal, com um cancro incurável e já em fase terminal. O desenvolvimento teórico aprofunda as vertentes cognitiva e social da memória para as relacionar depois com o cinema documental, a partir da análise de filmes como Lightning Over Water (1980), de Nicholas Ray e Wim Wenders, e No Home Movie (2015), de Chantal Akerman. Este percurso culmina com a análise das escolhas no processo de realização do documentário Hompesch Chez Moi, como potencial criador de um novo lugar de memória, reafirmando o desejo de memória, pela ameaça de desaparecimento do personagem, e o poder do cinema contra o esquecimento.
Autores principais:Moreira, Sara Marques
Assunto:Memória Esquecimento Lugares de memória Documentário Morte Memory Forgetting Places of memory Documentary Death
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto
Descrição
Resumo:Este ensaio explora a relação do cinema com a memória e o esquecimento, considerando que o documentário pode funcionar como um “lugar de memória”, conceito de Pierre Nora, e ter a capacidade de construir memórias e controlar as lembranças, através do registo fílmico de uma morte anunciada. Neste caso, o sujeito retratado é Daniel Hompesch, pintor belga a residir em Portugal, com um cancro incurável e já em fase terminal. O desenvolvimento teórico aprofunda as vertentes cognitiva e social da memória para as relacionar depois com o cinema documental, a partir da análise de filmes como Lightning Over Water (1980), de Nicholas Ray e Wim Wenders, e No Home Movie (2015), de Chantal Akerman. Este percurso culmina com a análise das escolhas no processo de realização do documentário Hompesch Chez Moi, como potencial criador de um novo lugar de memória, reafirmando o desejo de memória, pela ameaça de desaparecimento do personagem, e o poder do cinema contra o esquecimento.