Publicação
Impacto das restrições financeiras no investimento das empresas do setor da metalomecânica
| Resumo: | O objetivo principal deste trabalho é analisar o impacto das restrições financeiras no investimento das empresas portuguesas (PME) do setor da metalomecânica. De acordo com a literatura anterior, formulamos diferentes hipóteses com o propósito de testarmos a sensibilidade do investimento e das reservas de caixa ao cash flow, ou seja, ao financiamento interno. A informação necessária foi recolhida da base de dados SABI, para o período 2006 a 2016. Dada a estrutura longitudinal dos nossos dados, as hipóteses foram testadas com recurso a metodologias de dados em painel. Dividimos a amostra em vários subgrupos: i) empresas restritas e não restritas financeiramente; ii) exportadoras e domésticas; iii) exportadoras somente para o Mercado Intracomunitário e exportadoras para o Mercado Intracomunitário e Extracomunitário. Os nossos resultados sugerem que as empresas que enfrentam maiores restrições financeiras revelam maior sensibilidade do investimento ao financiamento interno e mantêm maiores reservas de caixa relativamente ao cash flow. Estes resultados são consistentes com estudos anteriores. Por outo lado, e ao contrário da evidência anteriormente demonstrada na literatura, os nossos resultados sugerem que as empresas exportadoras apresentam maior sensibilidade do seu investimento e reservas de caixa ao cash flow do que as empresas domésticas. Também as empresas que exportam para o Mercado Intra e Extracomunitário aparentam ter maior sensibilidade do seu investimento e reservas de caixa ao cash flow. Finalmente, não encontramos evidências de que a sensibilidade do investimento ao cash flow aumentasse durante a mais recente crise financeira, mas documentamos uma menor dependência do investimento ao cash flow após a crise; no entanto, evidenciamos um aumento das reservas de caixa para esse período. |
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| Autores principais: | Veiga, Marília Alexandrina Martins |
| Assunto: | Restrições financeiras Investimento Reservas de caixa Cash flow Financial constraints Cash holdings Investment |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto |
| Resumo: | O objetivo principal deste trabalho é analisar o impacto das restrições financeiras no investimento das empresas portuguesas (PME) do setor da metalomecânica. De acordo com a literatura anterior, formulamos diferentes hipóteses com o propósito de testarmos a sensibilidade do investimento e das reservas de caixa ao cash flow, ou seja, ao financiamento interno. A informação necessária foi recolhida da base de dados SABI, para o período 2006 a 2016. Dada a estrutura longitudinal dos nossos dados, as hipóteses foram testadas com recurso a metodologias de dados em painel. Dividimos a amostra em vários subgrupos: i) empresas restritas e não restritas financeiramente; ii) exportadoras e domésticas; iii) exportadoras somente para o Mercado Intracomunitário e exportadoras para o Mercado Intracomunitário e Extracomunitário. Os nossos resultados sugerem que as empresas que enfrentam maiores restrições financeiras revelam maior sensibilidade do investimento ao financiamento interno e mantêm maiores reservas de caixa relativamente ao cash flow. Estes resultados são consistentes com estudos anteriores. Por outo lado, e ao contrário da evidência anteriormente demonstrada na literatura, os nossos resultados sugerem que as empresas exportadoras apresentam maior sensibilidade do seu investimento e reservas de caixa ao cash flow do que as empresas domésticas. Também as empresas que exportam para o Mercado Intra e Extracomunitário aparentam ter maior sensibilidade do seu investimento e reservas de caixa ao cash flow. Finalmente, não encontramos evidências de que a sensibilidade do investimento ao cash flow aumentasse durante a mais recente crise financeira, mas documentamos uma menor dependência do investimento ao cash flow após a crise; no entanto, evidenciamos um aumento das reservas de caixa para esse período. |
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