Publicação
Avaliação da qualidade do ar interior em habitações
| Resumo: | Introdução: Em situação de pandemia mundial, devido ao surto causado pelo vírus SARS-CoV-2, os portugueses passaram muito tempo dentro das suas habitações devido ao período de isolamento social decretado pelo Governo de Portugal, estando, mais expostos a eventuais poluentes atmosféricos presentes no ar interior dos edifícios (Rufo & Ribeiro, 2020; Santos et al., 2020). A exposição prolongada a estes poluentes pode causar o aparecimento de um conjunto de sintomas, que se podem agravar à medida que a exposição se prolonga. Indivíduos com problemas respiratórios podem ser especialmente suscetíveis a esta exposição (Rufo & Ribeiro, 2020; Sakellaris, et al., 2021). Objetivos: Avaliar a qualidade do ar em habitações de trabalhadores de uma Instituição de Ensino Superior (IES) que exerciam as sus funções em teletrabalho e verificar qual a prevalência de sintomas/doenças. Material e Métodos: A amostra foi constituída por 50 trabalhadores de uma IES localizada na região Centro de Portugal que se encontravam em teletrabalho, durante o período de confinamento social associado à Pandemia COVID-19. A recolha dos dados consistiu na avaliação de vários parâmetros ambientais, designadamente, dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), partículas de diâmetro 2,5 µm e 10 µm (PM2,5 e PM10), formaldeído (CH2O), partículas ultrafinas e variáveis meteorológicas, temperatura e humidade relativa, recorrendo a equipamentos portáteis, e na aplicação de um questionário aos trabalhadores, para avaliar a prevalência de sinais, sintomas e patologias. Resultados: Constatou-se que o CO2, PM2,5, PM10 e CH2O apresentaram concentrações médias superiores aos valores de limiar de proteção em algumas das habitações avaliadas. Verificou-se, ainda, que a concentração média de todos os poluentes atmosféricos avaliados era superior no ambiente interior, comparativamente ao ambiente exterior. Os sintomas/doenças, avaliados através do questionário, com maior prevalência foram as alergias, crise de espirros, dores de cabeça e prurido, ardor ou irritação dos olhos. Conclusões: Pode-se concluir que é necessário tomar medidas de forma a melhorar a qualidade do ar interior nas habitações. Salienta-se, ainda, a importância de melhorar os sistemas de renovação de ar, de modo a tornar esta renovação mais eficiente e eficaz, optando sempre que possível pela ventilação natural. |
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| Autores principais: | Ferreira, Ana |
| Outros Autores: | Loureiro, António; Seco, Sílvia; Figueiredo, João Paulo; Xia, João |
| Assunto: | qualidade do ar interior poluentes atmosféricos saúde pública habitações teletrabalho |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Instituição associada: | Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia |
| Idioma: | português |
| Origem: | RevSALUS – Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia |
| Resumo: | Introdução: Em situação de pandemia mundial, devido ao surto causado pelo vírus SARS-CoV-2, os portugueses passaram muito tempo dentro das suas habitações devido ao período de isolamento social decretado pelo Governo de Portugal, estando, mais expostos a eventuais poluentes atmosféricos presentes no ar interior dos edifícios (Rufo & Ribeiro, 2020; Santos et al., 2020). A exposição prolongada a estes poluentes pode causar o aparecimento de um conjunto de sintomas, que se podem agravar à medida que a exposição se prolonga. Indivíduos com problemas respiratórios podem ser especialmente suscetíveis a esta exposição (Rufo & Ribeiro, 2020; Sakellaris, et al., 2021). Objetivos: Avaliar a qualidade do ar em habitações de trabalhadores de uma Instituição de Ensino Superior (IES) que exerciam as sus funções em teletrabalho e verificar qual a prevalência de sintomas/doenças. Material e Métodos: A amostra foi constituída por 50 trabalhadores de uma IES localizada na região Centro de Portugal que se encontravam em teletrabalho, durante o período de confinamento social associado à Pandemia COVID-19. A recolha dos dados consistiu na avaliação de vários parâmetros ambientais, designadamente, dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), partículas de diâmetro 2,5 µm e 10 µm (PM2,5 e PM10), formaldeído (CH2O), partículas ultrafinas e variáveis meteorológicas, temperatura e humidade relativa, recorrendo a equipamentos portáteis, e na aplicação de um questionário aos trabalhadores, para avaliar a prevalência de sinais, sintomas e patologias. Resultados: Constatou-se que o CO2, PM2,5, PM10 e CH2O apresentaram concentrações médias superiores aos valores de limiar de proteção em algumas das habitações avaliadas. Verificou-se, ainda, que a concentração média de todos os poluentes atmosféricos avaliados era superior no ambiente interior, comparativamente ao ambiente exterior. Os sintomas/doenças, avaliados através do questionário, com maior prevalência foram as alergias, crise de espirros, dores de cabeça e prurido, ardor ou irritação dos olhos. Conclusões: Pode-se concluir que é necessário tomar medidas de forma a melhorar a qualidade do ar interior nas habitações. Salienta-se, ainda, a importância de melhorar os sistemas de renovação de ar, de modo a tornar esta renovação mais eficiente e eficaz, optando sempre que possível pela ventilação natural. |
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