Publicação
Alterações climáticas e saúde mental
| Resumo: | A saúde mental da humanidade e as alterações climáticas têm tido grande destaque nos últimos anos. Esta investigação pretendeu estabelecer a relação direta entre alterações climáticas e a saúde mental uma vez que não é só o ambiente que é afetado, como a saúde e o bem-estar das populações em geral, representando um risco presente e futuro. Introdução: As alterações climáticas têm ganho bastante importância a nível mundial, nas últimas décadas ocorreram grandes ondas de calor, cheias, secas. Os fenómenos climáticos extremos têm efeitos diretos na saúde mental da população, manifestando-se sob forma de ansiedade, depressão ou stress pós-traumático. A solastalgia é o termo utilizado para descrever a angústia ligada à perda do sentido de pertença, consolo e segurança do ambiente físico da pessoa, secundária às consequências das alterações climáticas. Objetivos: A investigação teve como principal objetivo averiguar se existe relação entre as alterações climáticas e a saúde mental das populações, bem como as consequências das mesmas para a população, e qual a sua relação com a solastalgia. Material e Métodos: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, através das plataformas Google Scholar, RCAAP, ScienceDirect, BMC – Part of Springer Nature, Intergovernamental Panel on Climate Change, tendo sido selecionadas 127 referências, das quais apenas 17 foram para análise. Resultados: Da leitura dos artigos selecionados, foi verificado que quando as populações estão sujeitas a eventos climáticos extremos desenvolvem grandes níveis de ansiedade, stress e, por vezes, stress pós-traumático. Constatou-se que alguns meses após a ocorrência desses fenómenos extremos os sobreviventes ainda apresentam patologias a nível da saúde mental. Conclusões: Podemos concluir que existe uma relação entre as alterações climáticas e a saúde mental das populações. É necessário refletir sobre o impacto que o clima pode vir a ter na saúde humana, para isso é importante que a saúde mental seja incluída como uma das principais consequências das alterações climáticas pois, constatou-se que a frequência, intensidade e duração destes eventos climáticos extremos irão ser cada vez mais recorrentes. |
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| Autores principais: | Paixão, Susana |
| Outros Autores: | Vilão, Sara; Ferreira, Ana; Figueiredo, João |
| Assunto: | Alterações climáticas saúde mental solastalgia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Instituição associada: | Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia |
| Idioma: | português |
| Origem: | RevSALUS – Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia |
| Resumo: | A saúde mental da humanidade e as alterações climáticas têm tido grande destaque nos últimos anos. Esta investigação pretendeu estabelecer a relação direta entre alterações climáticas e a saúde mental uma vez que não é só o ambiente que é afetado, como a saúde e o bem-estar das populações em geral, representando um risco presente e futuro. Introdução: As alterações climáticas têm ganho bastante importância a nível mundial, nas últimas décadas ocorreram grandes ondas de calor, cheias, secas. Os fenómenos climáticos extremos têm efeitos diretos na saúde mental da população, manifestando-se sob forma de ansiedade, depressão ou stress pós-traumático. A solastalgia é o termo utilizado para descrever a angústia ligada à perda do sentido de pertença, consolo e segurança do ambiente físico da pessoa, secundária às consequências das alterações climáticas. Objetivos: A investigação teve como principal objetivo averiguar se existe relação entre as alterações climáticas e a saúde mental das populações, bem como as consequências das mesmas para a população, e qual a sua relação com a solastalgia. Material e Métodos: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, através das plataformas Google Scholar, RCAAP, ScienceDirect, BMC – Part of Springer Nature, Intergovernamental Panel on Climate Change, tendo sido selecionadas 127 referências, das quais apenas 17 foram para análise. Resultados: Da leitura dos artigos selecionados, foi verificado que quando as populações estão sujeitas a eventos climáticos extremos desenvolvem grandes níveis de ansiedade, stress e, por vezes, stress pós-traumático. Constatou-se que alguns meses após a ocorrência desses fenómenos extremos os sobreviventes ainda apresentam patologias a nível da saúde mental. Conclusões: Podemos concluir que existe uma relação entre as alterações climáticas e a saúde mental das populações. É necessário refletir sobre o impacto que o clima pode vir a ter na saúde humana, para isso é importante que a saúde mental seja incluída como uma das principais consequências das alterações climáticas pois, constatou-se que a frequência, intensidade e duração destes eventos climáticos extremos irão ser cada vez mais recorrentes. |
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