Publicação
Transfusão de doentes RhD- com CES RhD+: a experiência do Serviço de Sangue do Hospital Fernando Fonseca (2004-2007)
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Idealmente na prática transfusional devemos respeitar o grupo ABO e o fenótipo Rh. A falta de disponibilidade de Concentrados Eritrocitários (CEs) RhD- nas quantidades desejáveis, nem sempre nos permite satisfazer esta exigência. O objectivo deste estudo foi avaliar possíveis alo-imunizações nos receptores RhD- que fossem transfundidos com CEs RhD+ e eventuais reacções adversas à transfusão nestes mesmos receptores. MATERIAL E MÉTODOS: No nosso Serviço, a prática transfusional manda que se possam transfundir alguns doentes RhD- com CEs RhD+. Excluídos estão: os doentes em que se despiste anti-D, mulheres em idade fértil, crianças, recém-nascidos, doentes com doença susceptível de múltiplas transfusões. Dos testes pré-transfusionais, faz obrigatoriamente parte a determinação do grupo ABO, do RhD, a PAJ (um meio de antiglobulina e enzimático) e o teste de antiglobulina directo. RESULTADOS: De 01-01-2004 a 09-04-2007, foram transfundidos no nosso Serviço, 69 doentes RHD- com 280 unidades de CEs RhD+. Dos doentes estudados, 40 (58%) eram do sexo feminino e 29 (32%) eram do sexo masculino. Com idades correspondidas entre os 31 e 94 anos e com uma média de idades de 74,8 anos. Dos doentes, 3 (4,3%), todos do sexo feminino, desenvolveram ac. Anti-D. Destas, para além do anti-D uma desenvolveu também ac.anti-C. Não se registou nenhuma reacção adversa à transfusão. CONCLUSÕES: Devido á baixa prevalência de doentes imunizados (4,3%) e a ausência de reacções adversas á transfusão, pensamos que poderemos, nas situações clinicas acima descritas e sempre que tenhamos falta de CEs RhD-, continuar a transfundir doentes RhD- com CEs RhD- sem que isto represente prejuízo para os doentes, permitindo-nos uma gestão mais adequada dos CEs RhD- disponíveis. |
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| Autores principais: | Barra, A |
| Outros Autores: | Barradas, A; Guerreiro, T; Costa, C; Pereira, F; Rebelo, S; Silva, A; Simões, A; Venâncio, B |
| Assunto: | Transfusão de sangue |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca E.P.E. |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Idealmente na prática transfusional devemos respeitar o grupo ABO e o fenótipo Rh. A falta de disponibilidade de Concentrados Eritrocitários (CEs) RhD- nas quantidades desejáveis, nem sempre nos permite satisfazer esta exigência. O objectivo deste estudo foi avaliar possíveis alo-imunizações nos receptores RhD- que fossem transfundidos com CEs RhD+ e eventuais reacções adversas à transfusão nestes mesmos receptores. MATERIAL E MÉTODOS: No nosso Serviço, a prática transfusional manda que se possam transfundir alguns doentes RhD- com CEs RhD+. Excluídos estão: os doentes em que se despiste anti-D, mulheres em idade fértil, crianças, recém-nascidos, doentes com doença susceptível de múltiplas transfusões. Dos testes pré-transfusionais, faz obrigatoriamente parte a determinação do grupo ABO, do RhD, a PAJ (um meio de antiglobulina e enzimático) e o teste de antiglobulina directo. RESULTADOS: De 01-01-2004 a 09-04-2007, foram transfundidos no nosso Serviço, 69 doentes RHD- com 280 unidades de CEs RhD+. Dos doentes estudados, 40 (58%) eram do sexo feminino e 29 (32%) eram do sexo masculino. Com idades correspondidas entre os 31 e 94 anos e com uma média de idades de 74,8 anos. Dos doentes, 3 (4,3%), todos do sexo feminino, desenvolveram ac. Anti-D. Destas, para além do anti-D uma desenvolveu também ac.anti-C. Não se registou nenhuma reacção adversa à transfusão. CONCLUSÕES: Devido á baixa prevalência de doentes imunizados (4,3%) e a ausência de reacções adversas á transfusão, pensamos que poderemos, nas situações clinicas acima descritas e sempre que tenhamos falta de CEs RhD-, continuar a transfundir doentes RhD- com CEs RhD- sem que isto represente prejuízo para os doentes, permitindo-nos uma gestão mais adequada dos CEs RhD- disponíveis. |
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