Publicação
Qual a melhor abordagem terapêutica à lesão renal aguda na Unidade de Cuidados Intensivos?
| Resumo: | A Lesão Renal Aguda (LRA) é uma patologia comum e os estudos epidemiológicos multinacionais registaram um aumento da incidência de aproximadamente 60 para 500 eventos/100,000 habitantes na última década. 1,2 Este aumento da incidência reflecte uma real evolução epidemiológica mas é também a consequência da introdução de definições de LRA universais e sensíveis, nomeadamente os critérios de RIFLE e AKIN, alertando a comunidade médica para esta patologia.3,4 A LRA adquirida no Hospital em valores de incidência superiores aos da adquirida na comunidade, afectando aproximadamente 2 a 10% de todos os doentes admitidos.5,7 Num estudo observacional prospectivo desenvolvido no Hospital Fernando Fonseca (HFF), a LRA adquirida na comunidade foi diagnosticada em 21,1% dos doentes admitidos no Serviço de Urgência.8 A magnitude da LRA em contexto de Cuidados Intensivos é ainda maior. Antes de serem aplicados os critérios RIFLE, a prevalência de LRA foi descrita num estudo prospectivo multinacional e multicêntrico entre 1,5 e 24%.9 Recentemente, utilizando bases de dados de Unidades de Cuidados Intensivos multicêntricas, a incidência de LRA definida pelos critérios RIFLE e AKIN foi descrita em cerca 35%.10,11 A importância epidemiológica crescente da LRA, torna essencial uma correta abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia, de forma a melhorarmos o prognóstico dos nossos doentes, optimizando os recursos existentes. |
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| Autores principais: | Coelho, AS |
| Assunto: | Lesão aguda do rim Unidade de cuidados intensivos |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca E.P.E. |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca |
| Resumo: | A Lesão Renal Aguda (LRA) é uma patologia comum e os estudos epidemiológicos multinacionais registaram um aumento da incidência de aproximadamente 60 para 500 eventos/100,000 habitantes na última década. 1,2 Este aumento da incidência reflecte uma real evolução epidemiológica mas é também a consequência da introdução de definições de LRA universais e sensíveis, nomeadamente os critérios de RIFLE e AKIN, alertando a comunidade médica para esta patologia.3,4 A LRA adquirida no Hospital em valores de incidência superiores aos da adquirida na comunidade, afectando aproximadamente 2 a 10% de todos os doentes admitidos.5,7 Num estudo observacional prospectivo desenvolvido no Hospital Fernando Fonseca (HFF), a LRA adquirida na comunidade foi diagnosticada em 21,1% dos doentes admitidos no Serviço de Urgência.8 A magnitude da LRA em contexto de Cuidados Intensivos é ainda maior. Antes de serem aplicados os critérios RIFLE, a prevalência de LRA foi descrita num estudo prospectivo multinacional e multicêntrico entre 1,5 e 24%.9 Recentemente, utilizando bases de dados de Unidades de Cuidados Intensivos multicêntricas, a incidência de LRA definida pelos critérios RIFLE e AKIN foi descrita em cerca 35%.10,11 A importância epidemiológica crescente da LRA, torna essencial uma correta abordagem diagnóstica e terapêutica desta patologia, de forma a melhorarmos o prognóstico dos nossos doentes, optimizando os recursos existentes. |
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