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Melanoma da coroide: diferentes apresentações
| Summary: | OBJECTIVO : Descrever cinco casos de melanoma da coroideia com diferentes apresentações e abordagens terapêuticas. INTRODUÇÃO: O melanoma da coroideia é o tumor intraocular maligno mais frequente em adultos. É muitas vezes assintomático até à instalação de complicações como descolamento de retina. Nestas fases avançadas da doença o prognóstico visual é já reservado. MÉTODOS: Descrição de cinco casos de melanoma com apresentações clínicas diferentes. Os exames complementares oftalmológicos realizados incluiram: retinografia, ecografia modo-B e ressonância magnética. O estudo sistémico incluiu enzimas hepáticas e ecografia abdominal. RESULTADOS: Foi feito o diagnóstico de melanoma da coroideia a cinco doentes com diferentes apresentações clínicas e diferentes abordagens terapêuticas. A primeira doente recorreu ao serviço de urgência por dor ocular, apresentando glaucoma agudo associado a tumor intra-ocular volumoso. O segundo caso foi observado por diminuição da acuidade visual com dois dias de evolução. Apresentava descolamento de retina envolvendo o pólo posterior associado a massa pouco pigmentada. O doente 3 foi observado por diminuição progressiva da visão, apresentanto descolamento de retina quase total associado a tumor intra-ocular volumoso. O doente 4 recorreu ao serviço de urgência por defeito no campo visual superior, apresentando descolamento de retina exsudativo inferior associado a tumor pigmentado. O doente 5 foi um achado fundoscópico durante um exame de rotina. Os primeiros 3 casos foram sujeitos a enucleação tendo o exame anatomo-patológico confirmado o diagnóstico. Os doentes 4 e 5, cujos tumores apresentavam ecograficamente espessura inferior a 8mm, foram submetidos a radioterapia por emissão de protões no Insituto Paul Scherrer (PSI - Suiça). O doente 1 manteve boa acuidade visual e o doente 2 manteve alguma visão central. O estudo sistémico foi negativo em todos os casos. CONCLUSÕES: Até à década de 70, a enucleaçao era o tratamento padrão para o melanoma da coróide. No início dos anos 70, a radioterapia e outras abordagens terapêuticas que permitiam conservar o globo ocular foram ganhando popularidade. A radioterapia externa com partículas carregadas, como os protões, pode conservar um nível de visão útil. O prognóstico visual depende das dimensões do tumor, localização em relação ao disco óptico e mácula e complicações associadas como descolamento de retina ou glaucoma. É de salientar que o diagnóstico no primeiro doente foi através de fundoscopia em exame de rotina. Este caso mostra-nos que o diagnóstico precoce é possível, possibilitando um melhor prognóstico visual e provavelmente vital. |
|---|---|
| Main Authors: | Santos, C |
| Other Authors: | Azevedo, A; Pina, S; Ramalho, M; Pedrosa, C; Ferreira, M; Cabral, J |
| Subject: | Neoplasias da coróide |
| Year: | 2012 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | conference output |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca E.P.E. |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca |
| Summary: | OBJECTIVO : Descrever cinco casos de melanoma da coroideia com diferentes apresentações e abordagens terapêuticas. INTRODUÇÃO: O melanoma da coroideia é o tumor intraocular maligno mais frequente em adultos. É muitas vezes assintomático até à instalação de complicações como descolamento de retina. Nestas fases avançadas da doença o prognóstico visual é já reservado. MÉTODOS: Descrição de cinco casos de melanoma com apresentações clínicas diferentes. Os exames complementares oftalmológicos realizados incluiram: retinografia, ecografia modo-B e ressonância magnética. O estudo sistémico incluiu enzimas hepáticas e ecografia abdominal. RESULTADOS: Foi feito o diagnóstico de melanoma da coroideia a cinco doentes com diferentes apresentações clínicas e diferentes abordagens terapêuticas. A primeira doente recorreu ao serviço de urgência por dor ocular, apresentando glaucoma agudo associado a tumor intra-ocular volumoso. O segundo caso foi observado por diminuição da acuidade visual com dois dias de evolução. Apresentava descolamento de retina envolvendo o pólo posterior associado a massa pouco pigmentada. O doente 3 foi observado por diminuição progressiva da visão, apresentanto descolamento de retina quase total associado a tumor intra-ocular volumoso. O doente 4 recorreu ao serviço de urgência por defeito no campo visual superior, apresentando descolamento de retina exsudativo inferior associado a tumor pigmentado. O doente 5 foi um achado fundoscópico durante um exame de rotina. Os primeiros 3 casos foram sujeitos a enucleação tendo o exame anatomo-patológico confirmado o diagnóstico. Os doentes 4 e 5, cujos tumores apresentavam ecograficamente espessura inferior a 8mm, foram submetidos a radioterapia por emissão de protões no Insituto Paul Scherrer (PSI - Suiça). O doente 1 manteve boa acuidade visual e o doente 2 manteve alguma visão central. O estudo sistémico foi negativo em todos os casos. CONCLUSÕES: Até à década de 70, a enucleaçao era o tratamento padrão para o melanoma da coróide. No início dos anos 70, a radioterapia e outras abordagens terapêuticas que permitiam conservar o globo ocular foram ganhando popularidade. A radioterapia externa com partículas carregadas, como os protões, pode conservar um nível de visão útil. O prognóstico visual depende das dimensões do tumor, localização em relação ao disco óptico e mácula e complicações associadas como descolamento de retina ou glaucoma. É de salientar que o diagnóstico no primeiro doente foi através de fundoscopia em exame de rotina. Este caso mostra-nos que o diagnóstico precoce é possível, possibilitando um melhor prognóstico visual e provavelmente vital. |
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