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Pneumotórax Bilateral, Pneumoperitoneu e Pneumo-mediastino: Abordagem Anestésica de Complicações Raras da CPRE

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é um procedimento de diagnóstico e tratamento cada vez mais utilizado. Apesar de raras, algumas complicações decorrentes desta técnica podem ter consequências graves para o doente, exigindo deteção precoce e a abordagem sistematizada pelo anestesista. O caso clínico apresentado refere-se a uma doente de 47 anos submetida a CPRE eletiva por coledocolitíase, sob sedação com propofol. O exame é complicado por falso trajeto duodenal que conduz a um quadro de pneumotórax bilateral, enfisema subcutâneo, pneumoperitoneu e pneumomediastino com necessidade de intubação orotraqueal emergente e abordagem das referidas complicações. A doente foi transferida para a unidade de cuidados intensivos para vigilância sob medidas conservadoras. Houve necessidade posterior de intervenção cirúrgica por sépsis com ponto de partida abdominal. Neste artigo pretende-se enfatizar a importância da presença do anestesista durante a CPRE, revendo a abordagem do doente perante um quadro clínico raro e com implicações importantes na morbimortalidade.
Autores principais:Solange, A
Outros Autores:Estevens, TM; Puga, A
Assunto:Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica Enfisema mediastínico Anestesia Pneumotórax
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca E.P.E.
Idioma:português
Origem:Repositório do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca
Descrição
Resumo:A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é um procedimento de diagnóstico e tratamento cada vez mais utilizado. Apesar de raras, algumas complicações decorrentes desta técnica podem ter consequências graves para o doente, exigindo deteção precoce e a abordagem sistematizada pelo anestesista. O caso clínico apresentado refere-se a uma doente de 47 anos submetida a CPRE eletiva por coledocolitíase, sob sedação com propofol. O exame é complicado por falso trajeto duodenal que conduz a um quadro de pneumotórax bilateral, enfisema subcutâneo, pneumoperitoneu e pneumomediastino com necessidade de intubação orotraqueal emergente e abordagem das referidas complicações. A doente foi transferida para a unidade de cuidados intensivos para vigilância sob medidas conservadoras. Houve necessidade posterior de intervenção cirúrgica por sépsis com ponto de partida abdominal. Neste artigo pretende-se enfatizar a importância da presença do anestesista durante a CPRE, revendo a abordagem do doente perante um quadro clínico raro e com implicações importantes na morbimortalidade.