Publicação
Disfunções temporomandibulares nos violinistas e a sua relação com o stress e a ansiedade
| Resumo: | As disfunções temporomandibulares em violinistas é uma condição de saúde que nas suas formas graves pode ter consequências na carreira ao longo do tempo destes instrumentistas, pelo que medidas de prevenção deverão estar presentes ao longo da sua formação. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência da disfunção temporomandibular em violinistas comparando-a com a população em geral, e a sua associação com a ansiedade e depressão. Foi realizado um estudo transversal, recolhendo informação através de um inquérito em linha que incluía para além de informação sociodemográfica, o instrumento de triagem de dor em consequência de disfunção temporomandibular, o índice de incapacidade da disfunção temporomandibular, o questionário de avaliação da ansiedade perante a performance musical – KMPAI, o questionário sobre saúde do paciente – PHQ9, e o questionário sobre o transtorno geral de ansiedade – GAD7. Um total de 172 questionários, 49 de violinistas, foram considerados válidos. 172 questionários foram considerados válidos, sendo 49 (28,4%) de violinistas. A média de idade dos participantes situou-se nos 29 anos e sete meses (dp=11 anos e 10 meses), com os violinistas a serem ligeiramente mais novos que os restantes participantes (26a8m±8a4m vs 30a10m±13a1m). A participação foi maioritariamente de pessoas do sexo feminino (n=110, 74,8%). A prevalência de disfunção temporomandibular foi reportada por 29,1% dos participantes, não se registando diferenças estatisticamente significativas na prevalência entre violinistas (28,6%) e não violinistas (29,3%). A disfunção temporomandibular associa-se com a sintomatologia de depressão (r=0,33; p<0,001) e com a sintomatologia de ansiedade (r=0,37; p<0,001). Nos violinistas a disfunção temporomandibular associa-se ainda com a ansiedade perante a performance musical (r=0,49; p<0,001), A elevada prevalência da disfunção temporomandibular e a sua associação com o estado mental e emocional requer atenção por parte dos instrumentistas e professores de música sobre riscos relativos à saúde em consequência do estudo e desempenho musical. A segunda parte deste documento constitui-se como o Relatório de Prática de Ensino Supervisionada realizada na Academia de Música de Oliveira de Azeméis no ano letivo de 2020/2021. |
|---|---|
| Autores principais: | Rios, Beatriz Mendes Amorim |
| Assunto: | Violinistas Disfunção temporomandibular Stress Ansiedade do desempenho musical |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | As disfunções temporomandibulares em violinistas é uma condição de saúde que nas suas formas graves pode ter consequências na carreira ao longo do tempo destes instrumentistas, pelo que medidas de prevenção deverão estar presentes ao longo da sua formação. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência da disfunção temporomandibular em violinistas comparando-a com a população em geral, e a sua associação com a ansiedade e depressão. Foi realizado um estudo transversal, recolhendo informação através de um inquérito em linha que incluía para além de informação sociodemográfica, o instrumento de triagem de dor em consequência de disfunção temporomandibular, o índice de incapacidade da disfunção temporomandibular, o questionário de avaliação da ansiedade perante a performance musical – KMPAI, o questionário sobre saúde do paciente – PHQ9, e o questionário sobre o transtorno geral de ansiedade – GAD7. Um total de 172 questionários, 49 de violinistas, foram considerados válidos. 172 questionários foram considerados válidos, sendo 49 (28,4%) de violinistas. A média de idade dos participantes situou-se nos 29 anos e sete meses (dp=11 anos e 10 meses), com os violinistas a serem ligeiramente mais novos que os restantes participantes (26a8m±8a4m vs 30a10m±13a1m). A participação foi maioritariamente de pessoas do sexo feminino (n=110, 74,8%). A prevalência de disfunção temporomandibular foi reportada por 29,1% dos participantes, não se registando diferenças estatisticamente significativas na prevalência entre violinistas (28,6%) e não violinistas (29,3%). A disfunção temporomandibular associa-se com a sintomatologia de depressão (r=0,33; p<0,001) e com a sintomatologia de ansiedade (r=0,37; p<0,001). Nos violinistas a disfunção temporomandibular associa-se ainda com a ansiedade perante a performance musical (r=0,49; p<0,001), A elevada prevalência da disfunção temporomandibular e a sua associação com o estado mental e emocional requer atenção por parte dos instrumentistas e professores de música sobre riscos relativos à saúde em consequência do estudo e desempenho musical. A segunda parte deste documento constitui-se como o Relatório de Prática de Ensino Supervisionada realizada na Academia de Música de Oliveira de Azeméis no ano letivo de 2020/2021. |
|---|