Publicação
Disfunção temporomandibular em estudantes de violino e de viola d'arco
| Resumo: | A prática de um instrumento musical exige posturas corporais específicas no que diz respeito à sustentação do instrumento. Nos casos do violino e da viola d’arco, o instrumento é apoiado entre o ombro esquerdo e o queixo, requerendo pressão muscular na região da articulação temporomandibular (ATM) e tensão na região cervical. Como resultado, problemas orofaciais e distúrbios temporomandibulares (DTM) ocorrem maioritariamente em violinistas e violetistas. São vários os fatores que colocam estes instrumentistas em risco de desenvolvimento de DTM; a ansiedade, os hábitos de estudo menos corretos e certos estilos de vida têm sido reportados como os mais influentes. Desconhecendo-se ainda o perfil dos alunos de violino e viola d’arco dos Conservatórios de Música oficiais em Portugal no que diz respeito à distribuição de sintomatologia associada a DTM, procedeu-se à realização de um inquérito. Este objetivava investigar quais os sintomas de DTM mais percecionados, bem como possíveis diferenças na sintomatologia apresentada entre estudantes de violino e de viola d’arco, a sua relação com hábitos de estudo, com o perfil de ansiedade e com estilos de vida particulares dos alunos. A taxa de resposta foi de 38%, envolvendo um total de 62 alunos de cinco Conservatórios de Música oficiais. Utilizando-se um método de análise de componentes principais, os resultados sugerem uma maior prevalência de sintomatologia associada a DTM em violetistas do que em violinistas. Os elevados níveis de ansiedade surgem como fator principal associado a esta sintomatologia. De igual modo, constatou-se uma reduzida consciencialização sobre hábitos de estudo otimizados entre os inquiridos. Este estudo sugere a necessidade de desenvolver programas de formação adicional à componente musical, que permitam a criação e implementação de estratégias de estudo otimizado e de coping de ansiedade e stress com jovens estudantes de violino e viola d’arco dos conservatórios portugueses. |
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| Autores principais: | Barros, Sara Arrais de Castro e |
| Assunto: | Saúde ocupacional Técnicas instrumentais Hábitos de estudo Stresse (Psicologia) Violino Viola |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | A prática de um instrumento musical exige posturas corporais específicas no que diz respeito à sustentação do instrumento. Nos casos do violino e da viola d’arco, o instrumento é apoiado entre o ombro esquerdo e o queixo, requerendo pressão muscular na região da articulação temporomandibular (ATM) e tensão na região cervical. Como resultado, problemas orofaciais e distúrbios temporomandibulares (DTM) ocorrem maioritariamente em violinistas e violetistas. São vários os fatores que colocam estes instrumentistas em risco de desenvolvimento de DTM; a ansiedade, os hábitos de estudo menos corretos e certos estilos de vida têm sido reportados como os mais influentes. Desconhecendo-se ainda o perfil dos alunos de violino e viola d’arco dos Conservatórios de Música oficiais em Portugal no que diz respeito à distribuição de sintomatologia associada a DTM, procedeu-se à realização de um inquérito. Este objetivava investigar quais os sintomas de DTM mais percecionados, bem como possíveis diferenças na sintomatologia apresentada entre estudantes de violino e de viola d’arco, a sua relação com hábitos de estudo, com o perfil de ansiedade e com estilos de vida particulares dos alunos. A taxa de resposta foi de 38%, envolvendo um total de 62 alunos de cinco Conservatórios de Música oficiais. Utilizando-se um método de análise de componentes principais, os resultados sugerem uma maior prevalência de sintomatologia associada a DTM em violetistas do que em violinistas. Os elevados níveis de ansiedade surgem como fator principal associado a esta sintomatologia. De igual modo, constatou-se uma reduzida consciencialização sobre hábitos de estudo otimizados entre os inquiridos. Este estudo sugere a necessidade de desenvolver programas de formação adicional à componente musical, que permitam a criação e implementação de estratégias de estudo otimizado e de coping de ansiedade e stress com jovens estudantes de violino e viola d’arco dos conservatórios portugueses. |
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