Publicação
Dor, depressão e funcionalidade em pessoas institucionalizadas em estrutura residencial para pessoas idosas
| Resumo: | Com a idade aumenta a probabilidade da diminuição da funcionalidade, principalmente em pessoas idosas que se encontrem institucionalizadas. A dor e a depressão têm sido identificadas como determinantes da funcionalidade em pessoas idosas na comunidade. No entanto a informação acerca dos determinantes da funcionalidade em pessoas idosas institucionalizadas é escassa. Assim, o objetivo do presente estudo foi explorar a associação entre a funcionalidade (percebida e performance) e a dor e entre a funcionalidade (percebida e performance) e a depressão em pessoas institucionalizadas no tipo de resposta social de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). A amostra foi constituída por 110 participantes de várias ERPI do distrito de Aveiro. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram: um questionário sociodemográfico, o body chart, a escala vertical numérica, o World Health Organization Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0), uma bateria de testes de performance física (Teste da marcha, Teste Timed up and Go (TUG), teste do levantar e sentar da cadeira e força de preensão) e a Escala de Depressão Geriátrica (GDS). Dos 110 participantes, 56 (50,90%) apresentaram sintomas depressivos e 67 (60,90%) dos participantes referiram ter dor em pelo menos um local do corpo. Os modelos de regressão explicam 40% da variância do WHODAS 2.0 e entre 5% a 47% da variância dos testes de performance. A depressão e a intensidade da dor explicam 36% da variância do WHODAS 2.0. Nos modelos de regressão para os testes de performance, a depressão foi excluída destes e a dor permaneceu nos modelos do teste de marcha e do TUG explicando 5% e 6% da variância destes, respectivamente. Os resultados sugerem que existe uma associação entre a funcionalidade percebida, a dor e a depressão, e entre a performance e a dor sugerindo que essas variáveis têm de ser valorizadas para que se obtenha uma melhoria na funcionalidade das pessoas institucionalizadas. |
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| Autores principais: | Santos, Sara Cristina Horta dos |
| Assunto: | Gerontologia Pessoas idosas - Depressão mental Lares de idosos |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | português |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | Com a idade aumenta a probabilidade da diminuição da funcionalidade, principalmente em pessoas idosas que se encontrem institucionalizadas. A dor e a depressão têm sido identificadas como determinantes da funcionalidade em pessoas idosas na comunidade. No entanto a informação acerca dos determinantes da funcionalidade em pessoas idosas institucionalizadas é escassa. Assim, o objetivo do presente estudo foi explorar a associação entre a funcionalidade (percebida e performance) e a dor e entre a funcionalidade (percebida e performance) e a depressão em pessoas institucionalizadas no tipo de resposta social de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). A amostra foi constituída por 110 participantes de várias ERPI do distrito de Aveiro. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram: um questionário sociodemográfico, o body chart, a escala vertical numérica, o World Health Organization Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0), uma bateria de testes de performance física (Teste da marcha, Teste Timed up and Go (TUG), teste do levantar e sentar da cadeira e força de preensão) e a Escala de Depressão Geriátrica (GDS). Dos 110 participantes, 56 (50,90%) apresentaram sintomas depressivos e 67 (60,90%) dos participantes referiram ter dor em pelo menos um local do corpo. Os modelos de regressão explicam 40% da variância do WHODAS 2.0 e entre 5% a 47% da variância dos testes de performance. A depressão e a intensidade da dor explicam 36% da variância do WHODAS 2.0. Nos modelos de regressão para os testes de performance, a depressão foi excluída destes e a dor permaneceu nos modelos do teste de marcha e do TUG explicando 5% e 6% da variância destes, respectivamente. Os resultados sugerem que existe uma associação entre a funcionalidade percebida, a dor e a depressão, e entre a performance e a dor sugerindo que essas variáveis têm de ser valorizadas para que se obtenha uma melhoria na funcionalidade das pessoas institucionalizadas. |
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